22 de abr de 2013

A descoberta do dia


O cérebro, pesando em torno de 1,3 kg e com 86 bilhões de neurônios, é a entidade mais complexa que conhecemos, no corpo humano.
A questão central das ciências cognitivas é saber como a rede neuronal, coligada através de trilhões de sinapses, gera a mente.
Outra é saber como a mente gera a consciência, que pode ser definida como a capacidade que temos de refletir sobre nós mesmos.
A pergunta é; por qual motivo você pensa que é capaz de julgar o outro tendo tantas ferramentas para entender-se a si, e mesmo assim não da conta?  
Você nunca será eficiente nessa empreitada; se abra, exponha o que você é. Peça ajuda para mudar, melhorar e pare já de julgar 

 #pensanissoporfavorzinho






20 de abr de 2013


Dia desses estava em casa, deitada num sofá, sem fazer nada. Liguei o dvd e como so estava eu; musica clássica bem baixinho, só por vício, e meus pensamentos, que não me largam um minuto, vieram e se instalaram pertinho dum lugar bem dentrinho de mim, que nao a cuca maravilhosa. Cérebro e razão, os dois dormindo.Era um momento de tal paz, que pensei: "ah, que momento bom estou vivendo". E pensei que durante os dias, todos os dias, se vive momentos bons, só que não nos damos conta porque não prestamos atenção. Às vezes eu saio da ginástica e passo pela barraca da feira onde costumo comprar frutas, mas estou sem dinheiro, e o feirante, depois de dizer que eu posso pagar depois, insiste: "leva três mangas, estão doces como mel". Corta uma fatia com uma faca bem amoladinha e me dá para provar. Não é maravilhoso? E quando eu digo que só vou levar uma, porque comerei sozinha, e ele diz "sozinha porque quer", não dá vontade de dar uma boa risada? E não é para achar que a vida é boa?Quando chego de viagem cansada, entro em casa e está tudo em ordem: a cama arrumada, os lençóis limpos, a geladeira com as coisas que gosto; aí tomo um bom chuveiro e me jogo na cama, sem um telefonema para dar, tem alguma coisa melhor? Acordar, abrir a janela e ver que está um dia lindo, de sol e céu azul é uma alegria; mas quando o tempo está cinza e chovendo também pode ser muito bom; bom para ficar em casa, botar uma meia de lã, um suéter velho e ficar bem quietinha, lendo um livro. Não é também glorioso? Todos esses momentos são especiais, mas é preciso prestar atenção; são muitos por dia, nenhum deles têm grande importância, são apenas momentos, e a maior parte das vezes a gente nem percebe; mas não é deles que a vida é feita?Aprendi, não sei como, a captar muitos desses momentos; é sempre inesquecível, a chegada a uma cidade que não conheço e onde não conheço ninguém, onde tudo é novo, e se eu nem sei aonde é que sao as coisas, melhor ainda. É o desconhecido, que pode amedrontar ou ser fascinante -e por que não escolher o fascínio? E tem aquela hora em que, na sexta-feira, você terminou todos os trabalhos, fecha o computador com a sensação do dever cumprido, e aí também não tem nada melhor. E quando você vai ao rio de janeiro e cedinho, se deita na areia e sente aquele sol ainda morno no seu corpo, e pouco a pouco ele vai esquentando? Aí você entra no mar, dá um belo mergulho, e volta com um pouquinho de frio e apanha mais um pouquinho de sol, tem melhor? E o chuveiro que você toma quando chega em casa e sai do banheiro enrolada numa toalha, cheirosa do sabonete e do shampoo, tem alguma coisa tão boa? Não há um dia em que eu saia para caminhar no bairro em que moro, que não pense em como a paisagem é linda, (aqui tem um mini parquinho que eu chamo de madeirinha) como é bom estar em boa saúde e poder andar bem depressa, que quando chegar em casa vou tomar um banho de banheira para relaxar e não tenho nenhum compromisso para a noite, isso não é felicidade pura? São tantas coisas bobas e boas que nos acontecem e que não notamos, e que se notássemos poderíamos ser bem mais felizes. Mas uma coisa me deixa curiosa: todas as lembranças que tenho desses bons momentos, momentos inesquecíveis em que não aconteceu nada de extraordinário, eu estava só. Claro que houve outros, de amor, amizade aquele suspiro sem fim, os olhos que se olham dengosos, arrastados, que foram maravilhosos, mas dos que eu me lembre mesmo, eu estava só. O que será que isso quer dizer?
Que não precisamos dos outros para sermos felizes? Que dependendo de como somos podemos ter momentos de grande felicidade que não dependem de ninguém, como costumamos pensar? Desconfio... e só sei que a vida, acredite, é muito simples e muito boa.
Vai la viver a sua proce ver.





Eu canto


A melhor, dessa sexta.

Louis Armstrong

http://www.youtube.com/watch?v=ACwR4jQ5rR0

Choro. Me inspiro. Escrevo.
Nao quero publicar...  Mas a musica da pra dançar de meia, no escritorio.

18 de abr de 2013

Você é linda!

Ser linda é algo totalmente diferente de pertencer a padrões estéticos impostos pelo mundo da moda, revistas e cosméticos. Tem mais ligação com ser verdadeira com si mesma, com enxergar coisas que todo mundo vê, menos a gente


15 de abr de 2013

A vida dele

Espero que coisas prováveis prevaleçam. Que eu viva muito o meu filho,mais ainda. Cotidiano. Portanto, espero também que ele se despeça de mim e não eu, dele. Nessas esperas e esperanças, eu alimento os dias com o que há de mais clichê, como acordar ao lado do Lucas e poder passar cada vez mais tempo na vida dele, que já não é a minha, mesmo ele ainda sendo dependente de mim. Acompanhá-lo na caminhada, mesmo que ainda nem saiba andar daquele jeito que eu acho que é o certo?!Sua comida, suas dores, seus olhares, suas vontades, suas decepções, suas conquistas. Tudo isso faz parte dessa história clichê que quero ter e viver, deixar registrado no blog. E se um dia ele ler, um dia como este, só que na vida dele(e não na minha), que ele tenha a certeza de que a melhor história que eu pude escrever contava algo sobre uma mãe que descobriu, no filho, a si própria.

É que a maternidade salta dos poros.

14 de abr de 2013

O ele

Sou eu que ajeito seu fofinho (cobertor) pra ser jogado longe o tempo todo, a noite toda.
Sou eu quem faz o cafe, chamo pra levantar, banho e para casa.
Sou eu que conto a historia da criação pela milésima vez e respondo os porquês escatologicos, teológicos da cuca maravilhosa que esta em par com o Soberano de todas as coisas.
Sou eu quem faz o almoço e exijo que os legumes não mais sirvam de brinquedo mas de alimento. Apesar de serem o prato retrato, ideia pra fazer despertar a vontade de se alimentar de todas as cores e sabores.
Sou eu quem passo o uniforme e deixo tudo ajeitadinho na cama, pra ele agora, rapazinho vestir sozinho.
Sou eu quem passa o perfume e faz o topete. Prefeito da rua. Galantiador.
Sou eu quem faz o lanchinho e nao esqueco a toalhinha para o pic nic na salinha.
Sou eu quem faz tudo no intervalo da aula pra chegar a tempo de buscar.
Sou eu que colho flores pra ver um sorriso
Sou eu quem escolhe a musica " davi é o nosso heroi é o nosso gladiador o nosso vencedor"
É você o meu sorriso, o amor que cresse menino poetinha leitor, a saudade, o sonho, ministério, compromisso, lazer, musica, teatro, cinema, construtor de lar dentro do ninho alheio. O nadador da banheira de "hidomussage." Que agora dorme debaixo da asinha quebrada da mãe passarin.

Somos nos três: o Senhor, você e eu que vivemos a vida que é boa de levar. Uma vida assim é boa de viver.



Cordialmente; via iPhone

13 de abr de 2013

DEUS É BOM



Como afinal podemos ter a certeza de que Deus é realmente bom? Essa questão, normalmente, vem acompanhada de uma resposta parcial, a qual também depende dos interesses particulares de quem faz a pergunta. Assim, com duvidas básicas e afirmações temerárias, buscamos dar sentido à nossa fé, enquanto tateamos nas sombras dos obscuros cenários que nos cercam- sejam tragédias que vitimam inocentes ou dores que atormentam cristãos fieis. Assim a fé deixa de ser a confiança no amor de Deus para se tornar um bastião de defesa contra nossos piores pesadelos e a possibilidade assustadora de que ele seja, na verdade, um ser injusto e arbitrário.
Mas, seria possível fazer algo melhor do que isso? Existe alguma forma de encarar, de frente todos os questionamentos acerca da bondade de Deus e ainda sair com uma confiança redobrada na realidade do seu amor? Seja lá no que creiamos a respeito do Todo-Poderoso (se ele seria capaz de fazer ou não alguma coisa), isso não tem qualquer relação com quem Deus é de fato. Nossa crença no que é ou não possível para o Senhor jamais fará com que Ele se torne aquilo que desejamos. Tudo bem, então se cremos que Deus seja incapaz de fazer determinada coisa, pois isso não faz qualquer diferença: a verdade é que ele pode fazê-lo de qualquer maneira.
Muitas pessoas, da maneira mais pragmática possível, diriam que é melhor submeter-se a Deus, que tem todo o poder, do que a uma outra deidade arbitraria e correr riscos. Sem duvida, essas pessoas têm em mente a historia de Jó, o qual, depois de balançar o punho para Deus por causa das supostas injustiças cometidas contra ele, é interrogado pelo Senhor da seguinte forma: “Quem você pensa que é para questionar o Criador do céu e da terra?”. Nesse ponto, Jó responde, submetendo-se, com temor e humildade: “Não sabia do que estava falando. Claro, eu te adoro Senhor” (parafraseando os capítulos 40 a 42 do livro bíblico de Jó).
Muitos cristãos imaginam que esta seja a única maneira de escapar àquele dilema, e por isso colocam sua confiança na afirmativa do protagonista da historia, diante de seu momento de maior sofrimento: “O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1.21). Felizmente, esse não é o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. E é apenas quando olhamos para Cristo- em sua encarnação, ma principalmente, em sua crucificação- que somos capazes de ouvir, de fato, boas notícias.
Muitas vezes, o problema é colocarmos a questão da bondade de Deus em discussão, excluindo dela o próprio Jesus Cristo. Quando o Filho não faz do debate, a discussão se torna abstrata. Comumente, dizemos que Deus é bom, ou poderoso, ou mau, ou impotente. Seja qual for à conclusão à qual chegamos baseadas em nosso entendimento abstrato do significado dessas palavras, nós aplicamos a outro vocábulo igualmente abstrato: Deus.
Nem nos evangelhos nem nas epistolas somos chamados a crer em Deus que não faria isso ou aquilo. O novo testamento não começa com o abstrato, e tampouco Deus pede que depositemos nossa confiança em palavras ou idéias. Paulo ensina que, de fato, o Senhor não é o deus da nossa imaginação ou da nossa lógica, que deve fazer tal coisa quando, de fato, ele é de determinada natureza. Não; estamos falando de um Deus reto e santo, que justifica pecadores. Trata-se de um Deus cujos feitos são mais maravilhosos e concretos do que qualquer um possa arrazoar.
O nosso Deus não é aquele dos filósofos ou dos metafísicos. No Novo Testamento, ele é em  primeiro lugar, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, aquele que o Credo Niceno descreve de forma bastante especifica: “Foi crucificado sob Pôncio Pilatos; sofreu a morte e foi sepultado”. Somente quando nos agarramos à natureza histórica, concreta, carnal e mortal de Deus, revelada em Jesus- repetindo, aquele que foi crucificado sob Pôncio Pilatos-, é que podemos encontrar respostas satisfatórias para as perguntas que afligem tanta gente em nossos dias.
A mensagem do Evangelho é especifica: Deus veio a nós por meio de Jesus, o qual foi crucificado sob Pôncio Pilatos, certo magistrado que viveu em época e lugar específicos. Ele morreu e foi sepultado.
O Novo Testamento é a revelação do significado desse evento: Deus olhou para suas miseráveis criaturas, que se rebelaram contra a sua bondade; desafiaram-no, mesmo diante de seu grande amor; tornaram-se prisioneiros do pecado e da morte e merecedores da ira de Deus, tanto nessa vida, quanto na vindoura.
Ele olhou para tudo isso, com toda a sua santidade e retidão, e disse: ”Basta!”. E viveu entre nós, tomando não apenas a forma humana, mas vivendo, na carne, o quebrantamento e o pecado inerentes à nossa existência. Sim, ele se tornou o pecador que merecia a morte e padeceu na cruz (em favor das mesmas pessoas que o colocaram ali). Para que elas soubessem quem ele é de fato.
Trata-se de uma revelação surpreendente, que, ao mesmo tempo, não é um conceito, passível de ser desenvolvido de maneira lógica, mas um evento ocorrido sob mandado de Pôncio Pilatos. Não se trata também de uma teologia, mas do próprio Deus apanhado no ato de amor. É nesse fato- e em seu significado revelado que somos chamados a crer e a proclamar-, e não no que Deus faz ou deixa de fazer em determinada situação, que devemos basear a nossa fé. Não somos conclamados a pregar de acordo com a nossa imaginação ou com os nossos pesadelos, mas de acordo com o que Deus fez, de fato, por nós, através de Cristo. Esse é o Deus em que somos chamados a crer e confiar. Não em uma divindade que, como se diz, é bondosa, amável ou poderosa, seja lá qual for à definição de cada uma dessas palavras. Somos chamados a nos entregar ao Deus que a si mesmo se deu por nós na cruz, na pessoa de Jesus Cristo. O dia da morte da morte.
O que conhecemos, o qual vimos em ação, fez o seguinte; morreu e ressuscitou! E é por isso que podemos ter plena confiança. Não temos, necessariamente, que começar com a fria lógica da retidão divina, com o merecimento do homem piedoso ou com a teologia do amor sentimental, que tanto nos faz bem. Na verdade, a Bíblia não parece muito interessada em nossas questões especulativas, e muito menos em nossa teologia baseada em sentimentos. Pelo contrario – ela revela um Deus que é, de fato, perfeitamente justo e perfeitamente misericordioso, não de forma abstrata, mas em carne. A respeito disso, o grande teólogo norte – americano Jonathan Edwards (1703 – 1758) diz o seguinte: “Encontramos, em Jesus Cristo, justiça e graça infinitas. Sendo ele divino, é infinitamente santo e justo; odeia o pecado e, por isso, está disposto a dar-lhe o merecido castigo. É juiz de todo o mundo, qual é infinitamente justo é de modo algum, irá absorver o perverso ou inocentar o culpado. Mas, ao mesmo tempo, ele é infinitamente gracioso e misericordioso. Apesar de sua justiça ser tão severa em relação a todo pecado e a todo tipo de violação da lei, ainda assim, tem graça suficiente para qualquer pecador, mesmo o pior de todos eles. E esta graça não é suficiente apenas para mostrar misericórdia ao mais indigno de todos os homens e outorgar-lhe algo bom, mas para dar-lhe o melhor de tudo; Jesus”.
Essa colocação não é abstrata em seu conteúdo, como também não são abstratos aqueles a quem ela é direcionada, pois esse é o Evangelho que nos foi destinado. As Boas-Novas de Cristo falam que ele veio nos salvar de todo o pecado, bem como o resto do mundo (1João 2); que ele estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões (2Corintios 5); que, em Adão, todos morreram, mas, em Cristo, voltaram à vida (Romanos 5); e que todos somos chamados ao arrependimento e à crença nessa boa noticia. Podemos, então, deixar para trás toda sorte de especulações e pesadelos que, porventura, estejam ocupando a nossa imaginação e nos fazendo temer ou duvidar da bondade de Deus.



10 de abr de 2013

o ano 11



Hoje eu comprei sementes de girassol. Há isso de extraordinário no mundo. Quando alguém se sente só ou com saudade de outrem pode comprar sementes de girassol para vê-las crescer. Pode até fazer uma sementeira de tulipas. Nesse caso, é preciso aguar todos os dias, com a ponta dos dedos, deixando cair uma ou duas gotas, apenas. Já as coisas abrutalhadas: máquinas, tratores ou edifícios: deixo aos outros, cuidarem. Também elas precisam de carícias: não vê o homem pendurado nas vidraças com um pano molhado? Não vê a máquina acarinhando a outra com a lixa? Há muitas formas de cuidar. E, felizmente, o delicado e o bruto na esfera do mundo. Se me ocupo da semente é porque escuto o seu silêncio. O silêncio com que ela abraça, tão brandamente, o seu grãozinho de terra.

Se chama saudade. É incrível, indolor e tudo. Mas sente-se um cheiro que vem não sei de onde; acho que vem do meu nariz. 

Olha o cara.





Ando angustiado demais, palavrinha antiga essa, angústia,décadas e batatinha de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas histórias de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive “zariguim” de ideal nenhum, (mas me deram espelhos, e ... vi um mundo doente..) só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz.

HIPOCRISIA: NÃO PRECISO DELA PARA VIVER



Eu estou cansado, simplesmente cansado. Fisicamente, mentalmente cansado.

Um cansaço, uma vontade profunda de dormir dias e dias ininterruptamente.

O cansaço poderia ser por noite de insônia, do cumprir rotina, dos afazeres diários, poderia ser de tantas coisas...

Mas eu estou cansado é dos discursos, principalmente.

Cansado de gente que chora exprimindo seu amor puro, mas que na ausência dos demais, excluem, não se importam, e que nem mesmo se importam com os que disseram amar.

Cansado de gente que exige do outro uma postura que ela mesma não tem.

Cansado de quem demonstra apoio publico e, critica secretamente.

Cansado de gente de mente vazia e pensamentos limitados que julgam com preconceito e só para manter a máscara de "bom" encerra tais julgamentos com o clássico "não é fofoca, é pra você orar".

Estou cansado do "pra sempre" que dura somente o tempo que for conveniente para o outro.

Eu estou cansado da escrita que jamais virará ação.

Cansa-me, cansa, cansa...

Depois de tudo o que já foi dito sobre o assunto, chego à conclusão de que é mais fácil separar a água do vinho do que a hipocrisia da verdade nas relações humanas.

Ser consciente é antes de qualquer coisa um tormento.

Só Deus.






ps: 
Essa nota, não é para ninguém, não é para alfinetar, mas para lembrar a todos o fastio que sinto em ver isso ainda rodeando a nossa vida. 

Que errou como eu errei, mas que se levantou e segue.





Um beijo pra vocês, no amor de Cristo



Cordialmente,



Camila.

7 de abr de 2013

- pai perdi meu livro
- vai procurar então
- pai eu não acho
- o livro não é meu é seu então você procura
- pai, o livro se escondeu de mim,num escondidinho no canto sem fim.
- eu também quero me esconder de você
- pai preciso do meu livro
- já sei você esta apertada para encontrá-lo não é?
- nossa pai você sabe muito mesmo
- é eu sei e agora quero ler o meu jornal por que estou ”apertado” pra isso...
- mais o meu livro?
- procura e sai daqui vá para o seu quarto que ele aparece
- pai e se meu livro tiver apertado para se achado?
- Camila chega!
- pai, quando eu ser grande serei “anão”?
O pai não resiste e da uma gargalhada a menina se assusta o pai nunca rir...
- pai quero ser grande agora
- vai procurar o seu livro vai...
- que livro?
- o que sumiu sua doidinha...
- ele não sumiu nada só ta dormindo de mim
- Camila, eu juro que vou dormir de você também se você não começar a ser uma criança normal
- me ensina pai...
- ensina o que?
- a ser normal...
- você tem que brincar com as outras crianças, desenhar e parar de ler tanto
- pai você não é normal
- o que?
- você não brinca com as crianças, não desenha e ler um tantão
- Vá para o seu quarto agora!

1 de abr de 2013