29 de jan de 2013

Ciúme

Mãe não tem folga. Todos sabem. Mesmo com toda dor de dente possível na terra, a visita de rotina, pré temporada de aulas, e exames são obrigatorios pra mim. Foi assim nosso dia...

Lucas ia subindo ao consultório quando diante do elevador, voltou-se para mim que já me preparava para perguntar ao medico dele, O Dr. das historinhas de criança e conversas sobre ser menino já crescido, me observando severamente, pois havia comentado que perguntaria uma indicação sobre o otorrino que preciso por conta das tão recorrentes inflamações de garganta:


-Mãezinha vê se arranja outra doença porque este doutor é só meu!



26 de jan de 2013

"Levitas"

Introdução


Arão apresentará os levitas ao Senhor como oferta ritualmente movida da parte dos israelitas: eles serão dedicados ao trabalho do Senhor.

Números 8:11 Dessa maneira você separará os levitas do meio dos israelitas, e os levitas serão meus. Depois que você purificar os levitas e os apresentar como oferta movida, eles entrarão na Tenda do Encontro para ministrar. Eles são os israelitas que deverão ser inteiramente dedicados a mim. Eu os separei para serem meus em lugar dos primogênitos, do primeiro filho homem de cada mulher israelita.

Números 8:14-16

Dentre todos os israelitas, dediquei os levitas como dádivas a Arão e aos seus filhos; eles ministrarão na Tenda do Encontro em nome dos israelitas e farão propiciação por eles, para que nenhuma praga atinja os israelitas quando se aproximarem do santuário”.

Números 8:19

Existe uma mentalidade em nossas igrejas hoje, no Brasil, de que pessoas que são chamadas para trabalhar com ministério de música são “levitas”. E por conta disso e da atual explosão da música gospel nas mídias e nos cultos, não é difícil encontrarmos estudos bíblicos para levitas, encontro de levitas, enfim, visando suprir as necessidades dessa classe que dizemos existir.

Quem eram os levitas e quais eram as suas responsabilidades?

Os levitas eram uma tribo dentre as 12 do povo de Israel, descendentes de Levi, filho de Israel (Jacó). E como os versículos acima mostram, Deus ordenou a Moisés, que inclusive era levita (Números 26:59), para separar toda essa tribo para servir ao Senhor no tabernáculo.

Isso significava que os levitas seriam os músicos do tabernáculo? NÃO! Você pode se perguntar, “Mas quem eram os músicos do tabernáculo?” Ninguém, é a resposta. No tabernáculo de Moisés, se você ler os relatos do Pentateuco e dos livros históricos, você vai descobrir que não tinha música envolvida nas cerimônias religiosas que ocorriam no tabernáculo de Moisés. A música com certeza era utilizada pras festividades e em momentos marcantes da vida do povo de Israel, mas não nas solenidades sagradas.

A música só começa a fazer parte do momento de “culto” no tabernáculo de Davi, quando este separa algumas famílias da tribo de Levi e os coloca como músicos, para ministrarem com música diante da Arca do Senhor. (1 Crônicas 16:4)

Então, o que os levitas faziam? Eles desmontavam todo o aparato que envolvia o tabernáculo quando a nuvem se movia, durante a peregrinação no deserto, e montavam tudo de novo, quando a nuvem estacionava. Você já pensou em quanto sangue era derramado no altar? Os levitas é que higienizavam tudo, limpando, mantendo tudo em ordem. Eram eles que carregavam os utensílios do tabernáculo pelo deserto.

Sim, depois que Davi os designou, algumas famílias de Levi atuavam como músicos, ministrando ao Senhor diante da arca. Portanto, já vemos que seria incorreto dizer que os levitas são os que são chamados para a área da música na igreja. Se queremos ser bíblicos, deveríamos chamar de levitas a equipe de limpeza e também os porteiros e diáconos. Mas não é somente essa questão que precisa ser analisada quando falamos da existência de uma classe levítica na igreja.

A levitização dos músicos

Ano passado a Rede Globo promoveu um Festival de música gospel, transmitido em rede nacional, intitulado “Festival Promessas”. Muito se debateu sobre a validade de tal iniciativa, e não é meu intuito discutir isso aqui neste artigo. Estou trazendo à tona este assunto, pois ao entrar no site do Festival, me deparei com o slogan: “Só os levitas podem carregar a arca”, baseado no versículo 1 Crônicas 15:2. Parece uma frase bíblica e inofensiva, mas o que estamos dizendo com ela? Que existe uma classe de pessoas chamadas por Deus na igreja, atualmente, denominadas “levitas”, que são os responsáveis por “carregar a arca”, ou seja, ministrar, levar, carregar a presença de Deus para as outras pessoas. E quem não é levita, conseqüentemente, não pode carregar essa “arca” ou essa manifestação da presença de Deus.

No versículo anteriormente referido, Davi havia estabelecido seu reino em Jerusalém e queria trazer a arca de volta para o centro da vida de Israel. Só que Davi se esquece que existia uma ordenança do próprio Deus que a arca tinha argolas para que varais pudessem ser colocados, para que os levitas carregassem a arca nos ombros. O rei coloca a arca em carros de bois, e essa falta de cuidado com os detalhes do transporte da arca se revela um verdadeiro desastre, culminando com a morte de Uzá.

E aí pegamos este contexto que acabei de explicar e criamos uma separação entre “levitas” e “não-levitas” e conclui-se, então, que os não levitas não podem carregar a presença de Deus na igreja neo-testamentária. Mas o que o Novo Testamento tem a dizer sobre isso?

A imperfeição do ministério levítico

O livro de Hebreus trata muito profundamente sobre a questão do ministério levítico. Aconselho que você, leitor, após terminar a leitura deste artigo, leia os capítulos 7, 8, 9 e 10 de Hebreus. Vejamos alguns pontos importantes que são tratados pra nossa discussão: “Se fosse possível alcançar a perfeição por meio do sacerdócio levítico ( pois em sua vigência o povo recebeu a lei ), por que haveria ainda necessidade de se levantar outro sacerdote…?” (Hebreus 7:11)

Veja bem, o autor do livro de Hebreus constata que o ministério levítico não conseguiu trazer a perfeição para ninguém e por isso ele precisou ser substituído. Mas qual foi essa substituição?

Jesus, através da Sua morte na cruz, se coloca num papel duplo: como sacerdote e como sacrifício, e se torna Sacerdote para sempre. Veja o que diz a carta aos Hebreus: “Ora, daqueles sacerdotes tem havido muitos, porque a morte os impede de continuar em seu ofício; mas, visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. Portanto ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. (Hebreus 7:23-25)Sabemos que Jesus não era levita, pois ele era descendente de Davi e Davi era da família de Judá. Então, se Jesus não se tornou sacerdote pelo sacerdócio levítico, a qual ordem Ele pertence?

A Ordem de Melquisedeque

O autor da epístola nos responde dizendo que Jesus é sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque. (Hebreus 6:20). Quem era esse Melquisedeque?

Lemos em Gênesis 14 que Abraão retornava de uma guerra quando Melquisedeque chega para visitá-lo e Abraão ofereceu os dízimos dos despojos da guerra a ele. Quem era essa pessoa? Ele só é apresentado como Rei de Salém (futuramente Jerusalém), rei de paz, e também sacerdote do Deus altíssimo.

Veja algo interessante. Esse Melquisedeque (sem linhagem, sem genealogia, sem apresentação prévia, como diz Hebreus 7:3) era rei e também sacerdote. Não encontramos alguém ocupando essas duas funções em nenhum outro lugar das Escrituras. Ou se era rei ou se era sacerdote. Melquisedeque ocupa essas duas funções.

O autor de Hebreus é tão perspicaz e inspirado pelo Espírito em sua explanação que ele diz que só se dava dízimo a quem se considerava como superior. Se Abraão, o grande patriarca de Israel e conseqüentemente de Levi, deu dízimo a Melquisedeque, era porque ele considerava o rei de Salém superior a si mesmo. Portanto, na pessoa de Abraão, Levi já era declarado menor que Melquisedeque.

Cristo também ocupa essas duas funções: Rei dos Reis e Sumo Sacerdote para sempre, por isso Ele é sacerdote não por Levi, mas pela ordem de Melquisedeque.

O Sacerdócio de Todos os Santos

Qual é a implicação prática disso tudo para nós? Cristo inaugurou uma Nova Aliança, um novo tratado, uma nova forma de nos aproximarmos de Deus. “Chamando “nova” esta aliança, ele tornou antiquada a primeira; e o que se torna antiquado e envelhecido, está a ponto de desaparecer.” (Hebreus 8:13)

A Nova Aliança tornou a Antiga Aliança obsoleta. Não estou dizendo que ela se tornou sem valor, mas sim que precisamos reavaliar os preceitos da Antiga Aliança pelos “óculos” da Nova.

Nesta Nova Aliança, o apóstolo Pedro diz que em Cristo, nós, Seu povo, somos “geração eleita e SACERDÓCIO REAL, nação santa, povo exclusivo de Deus. (1 Pedro 2:9) Veja, em Cristo nós também somos feitos reis e sacerdotes, ou seja, também não pertencemos a linhagem de Levi , mesmo porque, de forma geral, nem mesmo somos judeus, e o sacerdócio de Levi era transmitido pela descendência humana, genética. Já a linhagem de Melquisedeque é espiritual, e aí sim, podemos ser feitos sacerdotes segundo esta ordem.

Quem faz parte desta linhagem? Só os músicos, ou seja, cantores, instrumentistas? NÃO! Todo nascido de novo, TODA a Igreja é feita sacerdote na linhagem de Melquisedeque. Ou seja, não temos uma classe escolhida, ungida, separada de “levitas” que faz com que a igreja se sinta “plateia” em um culto, enquanto os “levitas” são os ministros.

Não podemos criar essa mentalidade em nossas igrejas! Isso é anti-bíblico e extremamente nocivo para nossos cultos comunitários e para nossa vida cristã diária. Quando a igreja se reúne, temos alguns que estão ali liderando, mas toda a igreja se reúne, espiritualmente, diante do trono do Cordeiro e se apresenta como sacerdotes, e todos podem se achegar diante da presença d´Ele.

Achegando ao trono da graça

Na Nova Aliança, não são só os levitas que podem carregar a “arca”. Na Nova Aliança, cada nascido de novo se torna “arca” e também sacerdote, ou seja, tem livre acesso a presença de Deus. Então, em nossos cultos, os membros da igreja não são plateia! Só existe uma plateia em nosso culto: o próprio Deus! Nós todos temos a responsabilidade de ministrar à presença de Deus.

Portanto, ao dizer que somos “levitas” nos colocamos como intermediários entre o povo e Deus, que é exatamente o que faziam os filhos de Levi. Isso é uma afronta ao sacrifício de Cristo na cruz que rasgou o véu, para que todos os nascidos de novo tivessem livre acesso ao Pai. (Hebreus 10:19-20)

Algumas vezes agimos com boas intenções, mas acabamos “recosturando o véu que a cruz já rasgou”, como diz João Alexandre, em sua “É Proibido Pensar”. Irmãos, o que precisamos ensinar é que TODOS os nascidos de novo podem se achegar diretamente a Deus, sem intermediários.

Quantos pastores querem “fidelizar” “suas” ovelhas, e por isso não trazem ensinamento, por medo de perder rebanho! Quantos ministros de louvor se sentem “importantes” quando ocupam essa posição de intermediários e tem medo de perder seu status ao ensinar que as pessoas tem igual acesso ao trono da graça! Isso precisa cair por terra. A verdade é que nos liberta pra vivermos a vida de Deus pra nós.

Conclusão

Temos muitos princípios interessantes sobre os levitas que podem ser aplicados a nossa vida de forma bem interessante, mas a aplicação do sacerdócio levítico aos crentes da Nova Aliança é um ensinamento extremamente nocivo a médio e longo prazo, como expus neste estudo.

Como ministros, precisamos ter um embasamento teológico de qualidade para não levarmos as pessoas de nossa congregação a uma posição de engano. Precisamos, sim, conscientizar as pessoas da realidade da Nova Aliança e de como elas podem se aproximar por elas mesmas de Deus, sem precisar de intermediários.

Espero que este estudo tenha sido bênção em sua vida. Estude, ore, compartilhe (citando as fontes) e viva essa realidade. Grande abraço,



OBS: EXTRAIDO DO BLOG, http://www.renatomarinoni.com/site/afinal-somos-todos-levitas/



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Cordialmente, sua conserva;

Camila.

25 de jan de 2013

Pra dentro do Portão Azul (L'Abri Brasil)

Foi ontem que estava em casa depois da chuvinha boa na vida que ta fazendo aqui em belzonte, sai pra um sarau. O sarau de quinta lá na casinha do Portão Azul, também conhecida como L'abri Brasil.


Tenho amigos incríveis e tento aprender diferentes coisas com cada um deles. Dentre esses esta o D, um tipo de amigo tirado dum filme do Tim Burton e com o coração que o Homem de Lata sempre sonhou ter.

Ele é o idealizador desse movimento incrível chamado "saia do personagem" que gerou a maior revolução por todo lado! O povo tendo opção e oportunidade gosta de melhorar, o que falta é incentivo.

E daí que chego à casa, tava aquele vucuvco por causa da esta-na-hora-da-soneca-chuva que não deu pra Alessandra montar la fora o luauzinho pra tchurma. Todo mundo ”dendicasa” velas, as luzinhas de natal partipim enfeitando o palquinho. A coisa mais fofa!

Meuamô vou contar procês que lá pelas tantas apareceu no palquinho à menina voz de trovão doce toda vida da Lorena Chaves
E eu: pohfithy! Murri. Porque ignorância da falta de tempo e vida possível nessa roda viva sem fim que é do lado de cá, nunca tinha ouvido.

Começou...

Foi assim;

-Pra sempre

Que é a historia das pessoas que encontram mesmo o Criador de tudo e é esse amor avassalador que muda tudo inside.
Lá pelas tantas da metade da musica, se você clicar no pra auvir, vai saber, que é um pouco o que rola por aqui. Vocês do ninho sabem tudo! São inacre!
-Cartão Postal

Ela conta que estava vendo uma palestra sobre cartas vivas da quando-eu-crescer-quero-ser-que-nem; Dra. Edmeia Willians, na casa do Marquinhos (palavra antiga) em julho de 2011



Olho pro lado, o povo com os olhinhos cheios d’agua. E eu, manchei o rímel. Pessoa das gafes. Rs.



-A procura de um par



Ela conta; Aí uma amiga tava passando um momento barra, não quis falar por telefone escreveu um email-livro –texto e a resposta pra ela esta na letra da canção.



E eu? Chorei. Corei. Baldes. Mesmo. Quase fico magra.



-Memorias de um Narciso

Escreveu apos a aula sobre Narcisismo do Prof. Posso-ouvir- o-que-ele-prega-sem-rebater-mentalmente- Guilherme de Carvalho



Olha a o que registrei no bloquin;

“E eu sou escravo do consumo desse amor por mim

Essa plenitude não se pode achar em alguém como eu

O amor não pode ser tão egoísta assim”



Nem vou falar mais nada depois disso, cês tem que comprar o Cd, serio!



- Amor que eu quero 

Obrigada menina-dos-rock-diva-mas-também-doce com quem se pode contar, de verdade, serio!
Letícia Said
Ela começa com a pergunta mais despretensiosa;

Gente é assovio, ou assobio?


Nota du passarin;

*Assovio Lorena, é a produção de som de altura definida a partir da expiração constante através da boca. O ar pode ser direcionado pela língua, lábios, dentes ou dedos para criar a turbulência necessária à geração do som. A boca serve como caixa de ressonância para reforçar o som resultante. O assovio pode também ser produzido utilizando as mãos como caixa de ressonância.

Nu bloquin; “O amor que eu quero pe assim; em tom sincero

O amor que eu quero é assim, amor que faz dentro de mim

E leva toda a ilusão do velho amor”

Fiquei passada, outro balde. Cara inchada.

-Mundo Cruel

Ela pergunta: o gente tá muito alto violão ai?!

"Mundo cruel, veja só onde você foi parar/
... o que leva dessa vida o que você ensinou?/
De gente cega tateando o escuro
Dois caminhos  e uma verdade.
Ou uma escolha que te traz certeza/
O insensato permanece em silêncio/
Diante da grandeza..
A resposta de uma vida plena é loucura para os sabios dessa terra/
...
Mas a resposta esta nos corações dos estrangeiros desse mundo cruel."

Depois da letra, fiquei na duvida de qual gostei mais.

-Portão Azul

Nu bloquin: “as cores das flores tem cheiro de paz/ e todos são criança.../ busque enquanto é tempo de buscar/enquanto a musica ainda toca/Venha ver o jardim da casa do portão azul.

Passou um tempo, o povo pede bis, ou mais.

E todos canta!Rs. todos grita! Todos pira!
Mamãe.. que é isso?

Juntos e felizes um momento unico de interação e paz.

-Na contra mão

Musica que nasceu de uma aula do Prof.Guilherme que estava aniversariando ontem, parabens.

Nu bloquin: “ Parece até loucura quando falo de amor/

Quem nao conhece a luz não sabe o que é escuridão/...

Fazer viver na realidade distorcida por falta de luz/...

Luz que vem iluminar os becos escuros do meu coração/

Não quero mais andar por mim..”

O intefone toca e todo mundo lagartixado, colado no chão e voando com a canção.


-Vem me socorrer

Gente desde a abertura do show do Palavra não canto, tá chovendo e minha voz fica estranha na chuva. Não sei os acordes direito.. Dai diz que o D lembra; “pode ensaiar o que quiser com a Lorena que no fim ela não vai lembrar..” Eu ri.

Alguém sugere e ela;

-Ah essa eu sei. Uma querideza sem fim.

Ai acabou. E eu me acabei.

Antes eu tivesse mais do privilégio de conviver com pessoas incríveis que são capazes de trazer surpresa, e não choque como a maioria.

O nome desse meu texto é pura fantasia mesmo, como o lual.

Que aventura boa! Deliciosa!

Gosto quando a musica me embarca numa viagem que alem de aguçar os sentidos, faz bem pra alma. Gera paz. Esperança.

Uma linda fotografia, por causa da já falada luz partipim, uma bela historia, pessoas doces e sensíveis, fantasia, metáforas, telas na parede, grande receita essa...

Acho merecedor do Oscar-de-eu-achei-lindo; Principalmente numa época onde a realidade esta cada vez mais dura e os produtos de arte e suas historias também. Como se vive muita violência se produz muita historia violenta, amoral e vazia. Conteúdo é lindo. A gente vê por aqui, nas canções. Todo mundo que vista o blog, compra o Cd e vai lá  na casa do L'Abri visitar gente! É SERIO!


Sou daquelas bobocas que acha mesmo que a boa harmonia gera uma historia lúdica e do bem, pode multiplicar se pelo numero de pessoas que assiste /ouve /lê.

Por isso faço as minhas coisas (tento) com qualidade e conteúdo. Por isso amo a escrita que faço. Outro dia li no twitter "que tal publicarmos um verso por dia?"

Pareceu-me ótimo! Verso bom, multiplicação de coisa boa.

Ouçam as canções, o cd será lançado em Março, comprem-no! E publique versos.



P s: Obrigada Lorena por trazer tanto pó de esperança, pra soprar aqui e na vida todo dia. A menina-doce-pá-falo-na lata Priscila; coisa boa são os encontros, re-encontros e mais, sempre mais.
Tem também o D. Confio!

Escrevi ouvido a radiola Du passarin a musica “pra sempre” e o Lucas; “-Mãe eu acho a historia da vida essa musica” Menino gênio. Meu menino doce. A historia que a gente vive. Clica pra ouvir; Pra sempre.



“Há, deixa de evitar o inevitável é, viver na plenitude (2x)

Abra o portão azul, da casa mais bonita

Venha ver o jardim, da casa do portão azul”



Beijo nocês. Inté.











23 de jan de 2013

Ouvi

Tão assim três cata ventos dentro de mim
Musicas lindas ate sorrir ate chorar do Marcelo Jeneci

Pra sonhar
Por que nos?
Felicidade

E outras.
O passarin ouve.







22 de jan de 2013

O caminho.

Diferente de nós ocidentais pós-modernos para quem o amor é percebido como um sentimento, uma emoção, um frio na barriga ou de alguns indivíduos ainda fortemente marcados pela austeridade moderna para quem o amor é uma decisão moral e um compromisso, para o apóstolo Paulo e mais amplamente para a tradição bíblica (Pv 30:18-19), o amor é um caminho.O fato de ser caminho não significa que no amor não haja sentimento ou compromisso, mas significa que ele inclui estas realidades ao mesmo tempo em que as ultrapassa, engloba e transcende. Com efeito, nas Escrituras, a noção de caminho é metáfora para se falar da vida. A rigor, percorrer um caminho é o mesmo que viver a vida de certa maneira, segundo certa lógica e desde uma determinada perspectiva. Portanto, trilhar o caminho do amor é viver sob o princípio-amor, é viver na força e sob a dinâmica engendrada por esta realidade tão ordinária e tão sublime que é a substância mesma do próprio Deus em nossas vidas. Deus é amor.Ao escrever aos crentes da cidade de Corinto – tendo diante de si o momento agitado da comunidade que lidava com conflitos, divisões e partidarismos de toda sorte – Paulo oferece em sua primeira carta uma possibilidade de conserto e solução. Tal, porém, não consistia em atalho simplista para fora do caos, em mero desvio de rota visando contornar os espinhos, mas o caminho na direção do encontro e da comunhão: a vivência concreta e cotidiana do amor. O apóstolo preferiu chamar este caminho de "sobremodo excelente" (1Co 12:31). Para Paulo estava claro: somente o amor podia tornar possível a vida comunitária; e, de modo mais particular, a vida-a-dois que não deixa de ser um microcosmos da vida em comunidade.Para Paulo, então, o amor não é apenas um caminho, mas o caminho. Por que exatamente? O que a experiência de trilhar o caminho do amor acrescenta e traz às nossas vidas de tão especial? O capítulo 13 da primeira carta aos coríntios é a resposta do apóstolo a esta questão.1. Somente o amor confere sentido à vida. (vv.1-3)Nenhuma realidade humana tem o poder de conferir sentido a vida: nem a acumulação de riquezas, nem a fruição dos prazeres, nem a construção de uma imagem pessoal de sucesso, nem a obtenção da admiração das outras pessoas, e tanto o mais. Somente o amor pode fazê-lo. Nada que eu venha a fazer ou possuir terá proveito ou sentido se faltar o amor. Como disse o apóstolo Paulo, sem amor "nada serei".De outra parte, onde há amor, há sentido e proveito. Pois o amor reveste de sentido a vida e a morte. Mesmo a realidade absurda e inexplicável do sofrimento humano passa a ter sentido na presença do amor. Pois se é verdade, por um lado, que em si mesmo o sofrimento não tem sentido, é verdade também, por outro, que quando sofremos para que outros parem de sofrer, o sofrimento se torna plausível e, até certo ponto, justificável. Mais ainda: ele confere dignidade e revela-se recompensador. Por isto o martírio é algo tão trágico, mas tão belo. Jesus viveu, sofreu e morreu para que a humanidade não mais tivesse que sofrer e morrer eternamente. Sua vida, seu sofrimento e sua morte tiveram profundo sentido – e proveito. Ele é o caminho. A personificação do amor, em seu sentido mais abrangente. Por meio da sua vida, fomos perdoados. Jesus estava em Cafarnaum, e foi convidado por um fariseu para jantar em sua casa. Estando lá, Jesus contou-lhe uma parábola, assim: "Dois homens deviam a um certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinquenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?". Então Simão, o fariseu, respondeu-lhe: "Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior". Após concordar, Jesus encerrou dizendo: "Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama". (Lucas 7.36-47 NVI)Somente vivendo dentro da realidade de JESUS em nós, podemos seguir o caminho.Quando trilhamos o caminho do amor, aprendemos a viver para amenizar o sofrimento do outro. Isso, obviamente, não significa que recaía sobre nós a responsabilidade de fazer o outro feliz, pois não somos capazes sozinhos. Felicidade é uma conquista pessoal, interior. Contudo, podemos ao menos ajudar o outro a viver de forma mais leve. Todos deveríamos nos casar pensando nisso: em aliaviar as dores e cargas – o jugo – daqueles a quem amamos. Deveríamos nos perguntar se estamos dispostos até mesmo a sofrer privações e renuncias para que o outro não precise sofrê-las. Obviamente, esta é uma via de mão-dupla, embora Paulo afirme que seja tarefa do marido amar a mulher com tal abnegação (Ef 5:25-27). Este é um objetivo realista e certamente gratificante.2. O amor nos faz pessoas melhores (vv.4-7)Ao trilharmos o caminho do amor, deparamo-nos com paisagens diversas, atravessamos estações distintas e enfrentamos tempos variados de fartura e de escassez, de festa e de luto, de contentamento e de frustração. Tais variações demandam de nós flexibilidade e resistência, pois representam desafios que nos puxam para além de nossos limites e exigem superação. Assim, trilhar o caminho do amor implica crescimento, aprendizado, maturação. Nas palavras do apóstolo Paulo: é preciso "desistir das coisas de menino" (v.11). (Socorro Jesus! Ainda sou tão menina.)Nos vv. 4-7, Paulo descreve o amor: é paciente, é benigno, não se ufana, não se ensoberbece… tudo sofre, tudo crê, tudo espera… Quem trilha o amor do amor, se expõe a influência destas virtudes e vai assimilando-as paulatinamente. Assim, quem ama vai se transformando em uma nova pessoa mais paciente, mais humilde, mais altruísta, mais bondosa, mais serva, mais cheia de esperança.Vale notar que todas estas virtudes são virtudes relacionais, isto é, virtudes que orientam-se para a alteridade, para o outro. São virtudes que obedecem a lógica do "auto-esvaziamento" de Filipenses 2:5-9. Quem ama, se esvazia de si mesmo e faz a oração de João Batista tendo em mente a pessoa amada: "importa que ele cresça e eu diminua". Quem trilha o caminho do amor se torna uma pessoa melhor pois deixa de ser egoísta tornando-se alguém que vive segundo a lógica divina da gratuidade: "minha alegria é ver o outro feliz". Quem ama de verdade, se torna este tipo de pessoa.3. O amor nos abre o mistério do inefável (v.8)Tudo passa nesta vida, mas o amor prossegue na eternidade. É claro que o amor que lá viveremos será diferente deste que conhecemos aqui marcado por nossa ambigüidade. De toda sorte, quem ama, vive no presente – ainda que de forma precária e limitada – o mistério do amor infinito, transcendente e perfeito. Quem ama, vive neste mundo uma espécie de antecipação de nosso destino final com Deus quando ele será "tudo em todos" (1Co 15:28).O amor humano é assim uma espécie de aperitivo do amor ágape-divino que é o amor como ele deve ser. A experiência do amor humano é desta forma, um ensaio para a experiência do amor eterno, inefável. O amor do outro é metáfora do amor de Deus por nós. O fato de sermos amados aqui nos remete a experiência de sermos finalmente aceitos e acolhidos na eternidade por Deus, nosso Pai. Bem disse o apóstolo João: "quem ama conhece a Deus". Com efeito, a experiência de amar uma outra pessoa reveste nossa vida do sublime, do maravilhoso, de tudo o que é mais belo. Aquele pelo que suspira nossa alma nos está acessível através da experiência do amor. Quem ama vive no presente algo da eternidade.Finalmente, importa frizar, que trilhar o caminho do amor constitui experiência abençoadora, porém demandante. Não é simples esta estrada. Há altos e baixos, curvas sinuosas, cenários belíssimos e outros não tão belos assim. O fundamental, contudo, é seguir caminhando. Prosseguir apesar de adversidades e lutas. Um dia de cada vez. Um dia depois do outro. Todos os dias. Quem trilha o caminho do amor com perservarança, sem se dar conta, pisa a eternidade.
Só queria saber o que fazer para encontrar o Teu caminho excelente pra minha vida. Sonda-me, traga a sua luz, não quero gastar meus dias, nem a minha vida com nada que não for da Tua vontade pra mim. Me dê a sua paz! Guia-me pelo caminho eterno.






21 de jan de 2013

Depois que Ele sondou.

Diferentemente do que muita gente pensa, ser feliz ou infeliz é uma questão de atitude. Felicidade é ideal difícil de definir. Podemos nos sentir felizes com pouco, ou altamente infelizes apesar de nada faltar. Não tem nada a ver com posse material, embora algumas pessoas possam pensar que sim.


Felicidade se constrói, no caminho do conhecimento. E não sem muita insistência. É feliz quem consegue descobrir seu desejo, seus sonhos, suas falhas – e corrigi-las – quando nos encontramos em Jesus, nos percebendo inseridos nEle pelo amor de Deus, raça eleita, nação santa, quem consegue sustentar seu caminhar tendo em foco a vontade dEle, apesar das demandas dos outros e das pressões contrárias, e maneja bem o que vai dentro de si, para salvaguardar aquilo que lhe é mais particular e precioso.

Sendo assim, felicidade é conseguir ter a atitude de estar sempre na escuta do que sente o nosso coração guiado pela voz do Espírito, praticando a fidelidade – não ao outro mas a si, e ao Senhor . Vivo repetindo não há outra formula de felicidade. Falando assim, parece fácil. É e não é.

Há pessoas que se comprazem no sofrimento, gostam de cultivar esse estado de humor amargo. Sofrer faz mal a saúde, marca a fisionomia, contamina a atmosfera daqueles que nos cercam. Como é desagradável viver sem humor, sem leveza e sem o

savoir de vie, essencial para manter o cotidiano com satisfação.

É preciso atenção a pequenos detalhes sutis para que não acabemos fisgados pelos mal-humorados que nos cercam; (e também não sendo) negativistas, murmuradores, derrotistas, arrogantes, ególatras, julgadores, mentirosos, caluniadores e porque não lembrar de gente complicada, que acha tudo difícil, reclama, xinga, não tem paciência, não suporta frustração, não assume responsabilidade e tanto o mais.

Algo não anda bem com as pessoas que vivem assim, prontas para explodir a todo o tempo como se faltasse apenas uma gota para derramar.

Nem sempre essas pessoas param para perguntar ao Senhor o que há de errado ou o que está ocorrendo, não olham para dentro, não analisam o que esta em torno.

Preferem não saber e seguir.

O filosofo francês Jean-Paul Sartre acreditava que o nosso inferno são os outros. Explica baseado na nossa queda original, tendo em vista a existência do outro; quando ele entra no mundo de nossa consciência, modifica a experiência. O centro não se localiza em nós, e nos vemos como parte de um projeto que não é nosso, nem nos pertence. O outro me paralisa e, quando estava ausente, eu era livre.

Compreendo que nosso inferno não são os outros, mas, nos mesmos que escolhemos trilhando o caminho mais largo, não conseguimos abandonar a tendência a agir de acordo com aquilo que agradará ao outro, e não ao Senhor, conquistando assim o reconhecimento de quem pode falhar, abandonar, cair.. Colocando a condição da nossa felicidade nas mãos erradas, temos medo e preferimos viver à sombra do aplauso do outro.

A independência absoluta da vontade boa, perfeita e agradável é impossível e perigosa. Enquanto crianças, éramos totalmente dependentes, ficávamos no lugar em que nos colocavam. Depois de adulto, é preciso encarar o ângulo diferente que o livre arbítrio nos dá, podemos fazer nossas escolhas e decidir pautar nossa vida naquilo que a bíblia ensina, no amor do Aba Pai.

Quem continua se mantendo na mesma posição obedecendo ao outro, temendo perder a importância ou ser mal visto, continua subjugado e sem chance de contentamento.

Nunca seremos independentes do outro, porque o nosso próprio desejo se configurou a partir do desejo desse aplauso. Mesmo assim, podemos romper com o que imaginamos que ele espera de nós. Isso torna a vida mais leve e nos faz mais confiantes por sairmos da escravidão imposta, e passarmos para a liberdade de vida onde Cristo governa tudo!

Talvez essa seja a única cura possível para os que, certamente, estão nesse estado por não conseguirem fazer o que desejam e sequer sabem sobre o que deseja o Senhor pras suas vidas. Perdidos, perdem tempo correndo atrás dos quereres passageiros. Proponho irmos ao; Sonda-nos ó Deus e ensina-nos o caminho sobremodo excelente.









17 de jan de 2013

Vocês viram?

Por conta da revista semanal francesa Nouvel Observateur que trouxe uma reportagem sobre um fenômeno social que preocupa os especialistas da educação, pais e psicólogos: a proliferação dos "pequenos tiranos", foi que me lembrei da crônica do divo-querido-mestre Drummond.


Que segue abaixo pra você.

Então nada de deixar perpetuar esse tipo por ai, heim. E no trabalho árduo de todo santo dia; educar Lucas. Sigo me informando e relembrando.



Quero Lasanha

- Quero lasanha.

Aquele anteprojeto de mulher – quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia – entrou decidido no restaurante. Não precisava de cardápio, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.

O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.

– Meu bem, venha cá.

– Quero lasanha.

– Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.

– Não, já escolhi. Lasanha.

Que parada – lia-se na cara do pai. Relutante a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:

– Vou querer lasanha.

– Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.

– Gosto, mas quero lasanha.

– Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?

– Quero lasanha, papai. Não quero camarão.

– Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?

– Você come o camarão e eu como lasanha.

O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:

– Quero lasanha.

O pai corrigiu:

– Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada.

A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações apenas se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:

– Moço, tem lasanha?

– Perfeitamente, senhorita.

O pai, no contra-ataque:

– O senhor providenciou a fritada?

– Já sim, doutor.

– De camarões bem grandes?

– Daqueles legais, doutor.

– Bem, então me vê um chop, e para ela… O que é que você quer meu anjo?

– Uma lasanha.

– Traz um suco de laranja para ela.

Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para a surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa garotinha atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.

– Estava uma coisa, hem? – comentou o pai, com um sorriso bem alimentado – Sábado que vem, a gente repete… Combinado?

– Agora a lasanha, não é papai?

– Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer, mesmo?

– Eu e você, tá?

– Meu amor, eu…

– Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.

O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí, um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.





Carlos Drummond de Andrade













15 de jan de 2013

O passarin leitor

Leia Romanos! A carta magna da fé cristã.


O apostolo Paulo foi um ávido defensor da graça soberana de Deus. Ele fora salvo pela graça soberana: fora instruído sobre a graça soberana. Pregava a graça soberana; escreveu sobre a graça soberana; e viveu a graça soberana. Sua vida estava imersa na graça soberana. Compreensivelmente, Paulo resumiu sua vida e seu ministério dizendo: “Pela graça de Deus sou o que sou.” (1co 15.10), pois ele havia experimentado singularmente a vitoria da graça soberana nas profundezas da sua alma. Tendo sido o menos provável candidato à salvação, Paulo veio a ser a personificação das doutrinas da graça. Desde o começo de sua vida cristã, entendeu que era um “instrumento escolhido” (At 9.15) pelo Senhor, alguém que tinha sido separado desde o ventre de sua mãe (Gl. 1.15) para os propósitos eternos de Deus. Ele compreendeu que a graça soberana era a única coisa que podia explicar a mudança radical, inesperada, que teve lugar em sua vida. A graça soberana, do principio ao fim, tinha produzido a revolução pela qual passou a sua vida.

Em seguida à sua conversão, a doutrina da eleição soberana tornou-se o alimento constante do ensino de Paulo. Posteriormente, tendo recebido ensino diretamente do Senhor, da sua pena apostólica fluíram abundantes temas relacionados com a graça soberana. No conteúdo geral das epistolas, este mestre magistral ensinou fortes palavras de sã doutrina. Em suas treze cartas, Paulo articulou as doutrinas da graça com precisão e profundidade. Ele se tornou o campeão da defesa da soberania da graça de Deus, ficando em segundo lugar somente em relação a Cristo. Não surpreendentemente, acreditava que a gloria suprema pertence à graça soberana de Deus (Rm 11.36). É precisamente o que vemos quando lemos a Epístola aos Romanos. Nela está o registro da verdade doutrinaria escrita por um homem supremamente comprometido com a graça soberana de Deus.

Em nenhuma outra parte dos escritos de Paulo a pureza da graça de Deus é mais vividamente exposta do que em sua carta aos romanos. Romanos é o maior tratado e a mais pura expressão da graça salvadora de Deus já escrito. Por essa razão, o amado livro tem sido chamado a Carta Magna da fé cristã. É uma teologia sistemática virtual, principalmente na área da soteriologia, a doutrina da salvação. Estas doutrinas eram o próprio palpitar do coração de Paulo, quando escreveu Romanos. Numa forma bem ordenada e altamente estruturada, ele trata das importantes doutrinas da condenação, da justificação, da propiciação, da redenção, da santificação, da união com Cristo, da adoção, da adoção, da glorificação, da eleição, e da reprovação. Mas, acima de tudo mais, o pulso de Paulo se acelerava de zelo pela preservação da graça de Deus em sua mais pura forma quando ele escrevia. Logo no inicio da carta ele declara, “recebemos graça” (1.5), e a graça salvadora continuou sendo o tema recorrente da epistola (1.7; 3.24; 4.16; 5.2, 15, 17, 20-21; 6.1, 14-15; 11.5-6; 12.3, 6; 15.15; 16.20). Do principio ao fim, este é um livro para revelar a plenitude da graça de Deus – um tour de force [um golpe de mestre].

14 de jan de 2013

De salto porem de joelhos

Sejamos corteses hoje!

Assim, os outros se sentirão melhor em nossa companhia.



O prestigiado escritor Afonso Ussía, na introdução da sua obra Manual de Boas maneiras, diz: “A vida é muito mais cômoda e agradável se a convivência se basear na cortesia.”

Parece que hoje a cortesia não está em moda. No entanto, se observarmos veremos como a cortesia é importante para a nossa saúde mental.

Os gestos educados que semearmos nos obrigarão a cultivar os mesmos gestos e por conseqüência os colheremos, o que nos leva novamente ao inicio; semear outra vez. Isso tente a modificar nos pouco a pouco.

Quando uma pessoa nos cumprimenta, nos sorri, nos cede à passagem, é alegre, é cortês e educada conosco, por acaso ela nos incomoda? Os outros não são diferentes. Também agradecerão as demonstrações de cortesia que lhes dermos.

Há uns anos houve, em Barcelona, uma campanha para motoristas, intitulada: “Sejamos melhores” e posteriormente, em âmbito internacional, uma sobre o nosso tema com o slogan: “A cortesia é contagiosa” em que valoriza o efeito multiplicador da atitude corte e amável iniciada por uma pessoa. Assim como a conhecida frase: “Gentileza gera gentileza”. Alguém tem que começar a contagiar os outros.

Por que não cumprimentarmos cordialmente os outros hoje? Vamos sorrir para os outros, hoje?

Vamos-lhes dar passagem, hoje? E trabalhar com alegria, hoje? Porque ser alegre é ser educado. Difundamos hoje este saudável habito recordando que a cortesia é contagiosa.



Sigamos este impulso:

Sejamos corteses hoje!

Assim, os outros se sentirão melhor em nossa companhia.







11 de jan de 2013

Com vocês; A radiola du passarin

Sexta.
Foi na madrugada que eu ouvi uma versão; coisa-de-Deus a coisa mais linda dessa musica que tá no link pra vocês.
A radiola du passarin.

No prá clicá!, tem tradução...

Então é isso.
O textinho abaixo é a coisa mais bunitinha pós teatro magico. Uma coisa.
Olha eu sou tão dengosa... né?!
rs.





Pra clicá! (Tradução da radiola du passarin)


Quanta mudança alcança o nosso ser.


Posso ser assim, daqui a pouco não.

Posso ser assim daqui a pouco?

Se agregar não é segregar.

Se agora for, foi-se a hora.

Dispensar não é não pensar.

Se saciou, foi-se embora.

Quanta mudança, daqui a pouco...

Se lembrar não é celebrar.

Dura-lhe a dor, quando aflora.

Esquecer não é perdoar.

Se consagrou, sangra agora.

Tempo de dar colo, tempo de decolar.

O que há é o que é e o que será, nascerá.

Nasss... será?

Reciclar a palavra, o telhado e o porão.

Reinventar tantas outras notas musicais.

Escrever um pretexto, um prefácio, um refrão.

Ser essência, muito mais.

Ser essência muito mais.

A porta aberta, o porto, a casa, o caos, o cais.

Se lembrar de celebrar muito mais.

A poesia prevalece, a essência, a paz, a ciência.

Não acomodar com o que incomoda.

Vou, vou engarrafar essa dor, vou engarrafar a saudade.

Bendizendo ela vira beleza.

Gentileza gera gentileza.

    ps: Atenção! Há tensão!
"Se lembrar de celebrar muito mais..."


Os varandistas

Ah, que se o amor não é mais como antes, meu bem,
Deve ser do mundo que gira (...) a culpa. Deve ser do tempo que passa e das rugas distantes do rosto, mas vistas,
De longe no fundo da alma;
Do gosto que muda de quando em vez.
Calma! espere por mim (de novo e sempre um carinho se fez).
Não vale a pena sangrar por sangrar, crescer de véspera,
Fugir diante das palmas, lembrar de rolar um pranto, enfim...
Não durma antes de sonhar.





8 de jan de 2013

Herdei

-Do meu avô materno, o conhecimento do verdadeiro savoir-vivre.


-Do meu pai, o culto do silencio, da hospitalidade, da introspecção, da amabilidade honesta e tanto o mais.

-De minha mãe, apaixonar-me sem medida. O amor avassalador que não mede. Fazer-se possibilidade e ponte para que o outro se sinta inteiro, único. E sim, isso é muito relevante.

-De minha avó materna, o equilíbrio, isto é, o difícil meio termo entre a polidez e a bajulação.

-De tudo isso e através do conhecimento pessoal da matéria, conclui que a etiqueta nada mais é do que a arte de conviver saudavelmente com o nosso próximo e em harmonia com o mundo em que estamos.

E o que isso vale no Reino? Vale para aplainar o terreno, para ser uma ferramenta de polir. Todos juntos.

Vem?!

4 de jan de 2013

A cronica do Jairo.

Olha que querideza. Depois que eu vi a Dama de Ferro, fiquei lembrando da mãe querida.
Olha eu sempre tive meus entraves com ela, mas serio a mulher não cansa..
Agora trabalhando, ela na mesa nossa, escritorio casa, pranchetando e editando, cotando, fazendo. Chegou do trabalho, botão de obra, jantou minha comida, sentou à mesa conosco, tomou café, agora trabalhando. Está de ferias da faculdade. Olha pra você eu digo sim.
 Mãe. De aço!

E a mãe ficou velhinha




"Dá aflição saber que a mãe, sempre tão firme em sua marcha, agora precisa caminhar com mais calma"



“JÁ VINHA botando reparo havia algum tempo: cada vez mais cedo ela dormia durante nossas sessões de cinema em casa ¬-até no filme do Marley, o labrador arteiro que ela amava, foi assim.

Começou a faltar a ela aquela força de sempre para me dar uma empurradinha pelas calçadas esburacadas. Ganhou um desequilíbrio do nada e uma saudade de tudo. Mamãe envelheceu.

Dá uma certa aflição, não vou fazer rodeios para admitir, saber que a mãe, sempre tão firme em sua marcha aplicada com um sapato baixinho e confortável, que buscava o sustento, o futuro e a felicidade dos filhos, agora precisa caminhar com mais calma e cuidado.

Meu coração ficou como no momento do samba derradeiro, dias atrás, quando entrou pelo corredor do restaurante uma senhorinha esbaforida, com a mão machucada, semblante de susto e passinhos de quem havia passado maus bocados. E havia passado. Caiu no meio da rua. Estava entre a aflição da dor e a carência de algum aconchego.

E se a minha mãe, agora velhinha, desabasse em um algum ermo de mundo também? Será que a acolheriam com a atenção e a presteza que a mãe da gente tem o direito de receber? E se ela ficasse meio descompensada e não soubesse nem em que planeta estava?

O almoço perdeu a graça e eu só pensava nas feridas da senhorinha, que foi gentilmente atendida com cuidados orientais das mãos da dona do boteco, uma "japa" sorridente. Sosseguei quando ela garantiu que estava tudo bem e que cuidaria da velhinha.

Mãe não tem dor de cabeça, não tem fome, não tem preguiça de fazer mingau, não tem medo de barata, não tem limite no cartão para emprestar um dinheirinho, mas, de repente, ela envelhece e faz o filho pensar que ela pode sofrer sim.

Lá em casa, mamãe nunca foi "rainha do lar". Estava mesmo é para Margaret Thatcher em meio a contas para pagar, bocas para encher, uma criança com deficiência para dar jeito. Logo, quando vi Meryl Streep interpretando a "Dama de Ferro" já cansada, abatida pelo destino irrefutável da idade, quis dar um Oscar pelo conjunto da obra para a minha "santa".

Tudo é possível na velhice e ser velho é conquista, jamais um demérito para quem sabe aproveitar a existência. É que o tempo vai passando e fico aflito por diversas ocasiões de amor que ainda não vivi com minha mãe -nem a viagem para Poços de Caldas, que ela jura ser de caldas de doces, fizemos.

Não queria vê-la frágil, por mais bonita que seja a pétala. Não queria vê-la cansada, por mais nobre que seja o vencedor de maratonas. Não queria que jamais a senhora caísse, mãe, por mais que, como você a vida toda disse: "Quem não cai não aprende a se levantar".

Jairo Marques

    ps: engraçado que escrevi do papai... do filho e agora lendo com ela a cronica do Jairo.   Mãe. Tá ai a musica que a gente cantou e dançou no domingo do Roberto Lindo Carlos; o cabelo dela cor de ouro, encaracolado... a cuca maravilhosa e o amor leoa tudo o mais.   Mãe! A filha da Raimunda e tudo. Querida. Diva.     Outro dia, um cabeludo falou:

"Não importam os motivos da guerra

A paz ainda é mais importante que eles."

Esta frase vive nos cabelos encaracolados

Das cucas maravilhosas

Mas se perdeu no labirinto

Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.

Muita gente não ouviu porque não quis ouvir

Eles estão surdos!


Eles estão surdos

3 de jan de 2013

O filho que quero ter

“É comum a gente sonhar, eu sei


Quando vem o entardecer

Pois eu também dei de sonhar

Um sonho lindo de morrer

Vejo um berço e nele eu me debruçar

Com o pranto a me correr

E assim, chorando, acalentar

O filho que eu quero ter

Dorme, meu pequenininho

Dorme que a noite já vem

Teu pai está muito sozinho

De tanto amor que ele tem

De repente o vejo se transformar

Num menino igual a mim

Que vem correndo me beijar

Quando eu chegar lá de onde vim

Um menino sempre a me perguntar

Um porquê que não tem fim

Um filho a quem só queira bem

E a quem só diga que sim

Dorme, menino levado

Dorme que a vida já vem

Teu pai está muito cansado

De tanta dor que ele tem

Quando a vida enfim me quiser levar

Pelo tanto que me deu

Sentir-lhe a barba me roçar

No derradeiro beijo seu

E ao sentir também sua mão vedar

Meu olhar dos olhos seus

Ouvir-lhe a voz a me embalar

Num acalanto de adeus

Dorme, meu pai, sem cuidado

Dorme que ao entardecer

Teu filho sonha acordado

Com o filho que ele quer ter.”



autor: Vinicius de Moraes