29 de jan de 2013

Ciúme

Mãe não tem folga. Todos sabem. Mesmo com toda dor de dente possível na terra, a visita de rotina, pré temporada de aulas, e exames são obrigatorios pra mim. Foi assim nosso dia...

Lucas ia subindo ao consultório quando diante do elevador, voltou-se para mim que já me preparava para perguntar ao medico dele, O Dr. das historinhas de criança e conversas sobre ser menino já crescido, me observando severamente, pois havia comentado que perguntaria uma indicação sobre o otorrino que preciso por conta das tão recorrentes inflamações de garganta:


-Mãezinha vê se arranja outra doença porque este doutor é só meu!



25 de jan de 2013

Pra dentro do Portão Azul (L'Abri Brasil)

Foi ontem que estava em casa depois da chuvinha boa na vida que ta fazendo aqui em belzonte, sai pra um sarau. O sarau de quinta lá na casinha do Portão Azul, também conhecida como L'abri Brasil.


Tenho amigos incríveis e tento aprender diferentes coisas com cada um deles. Dentre esses esta o D, um tipo de amigo tirado dum filme do Tim Burton e com o coração que o Homem de Lata sempre sonhou ter.

Ele é o idealizador desse movimento incrível chamado "saia do personagem" que gerou a maior revolução por todo lado! O povo tendo opção e oportunidade gosta de melhorar, o que falta é incentivo.

E daí que chego à casa, tava aquele vucuvco por causa da esta-na-hora-da-soneca-chuva que não deu pra Alessandra montar la fora o luauzinho pra tchurma. Todo mundo ”dendicasa” velas, as luzinhas de natal partipim enfeitando o palquinho. A coisa mais fofa!

Meuamô vou contar procês que lá pelas tantas apareceu no palquinho à menina voz de trovão doce toda vida da Lorena Chaves
E eu: pohfithy! Murri. Porque ignorância da falta de tempo e vida possível nessa roda viva sem fim que é do lado de cá, nunca tinha ouvido.

Começou...

Foi assim;

-Pra sempre

Que é a historia das pessoas que encontram mesmo o Criador de tudo e é esse amor avassalador que muda tudo inside.
Lá pelas tantas da metade da musica, se você clicar no pra auvir, vai saber, que é um pouco o que rola por aqui. Vocês do ninho sabem tudo! São inacre!
-Cartão Postal

Ela conta que estava vendo uma palestra sobre cartas vivas da quando-eu-crescer-quero-ser-que-nem; Dra. Edmeia Willians, na casa do Marquinhos (palavra antiga) em julho de 2011



Olho pro lado, o povo com os olhinhos cheios d’agua. E eu, manchei o rímel. Pessoa das gafes. Rs.



-A procura de um par



Ela conta; Aí uma amiga tava passando um momento barra, não quis falar por telefone escreveu um email-livro –texto e a resposta pra ela esta na letra da canção.



E eu? Chorei. Corei. Baldes. Mesmo. Quase fico magra.



-Memorias de um Narciso

Escreveu apos a aula sobre Narcisismo do Prof. Posso-ouvir- o-que-ele-prega-sem-rebater-mentalmente- Guilherme de Carvalho



Olha a o que registrei no bloquin;

“E eu sou escravo do consumo desse amor por mim

Essa plenitude não se pode achar em alguém como eu

O amor não pode ser tão egoísta assim”



Nem vou falar mais nada depois disso, cês tem que comprar o Cd, serio!



- Amor que eu quero 

Obrigada menina-dos-rock-diva-mas-também-doce com quem se pode contar, de verdade, serio!
Letícia Said
Ela começa com a pergunta mais despretensiosa;

Gente é assovio, ou assobio?


Nota du passarin;

*Assovio Lorena, é a produção de som de altura definida a partir da expiração constante através da boca. O ar pode ser direcionado pela língua, lábios, dentes ou dedos para criar a turbulência necessária à geração do som. A boca serve como caixa de ressonância para reforçar o som resultante. O assovio pode também ser produzido utilizando as mãos como caixa de ressonância.

Nu bloquin; “O amor que eu quero pe assim; em tom sincero

O amor que eu quero é assim, amor que faz dentro de mim

E leva toda a ilusão do velho amor”

Fiquei passada, outro balde. Cara inchada.

-Mundo Cruel

Ela pergunta: o gente tá muito alto violão ai?!

"Mundo cruel, veja só onde você foi parar/
... o que leva dessa vida o que você ensinou?/
De gente cega tateando o escuro
Dois caminhos  e uma verdade.
Ou uma escolha que te traz certeza/
O insensato permanece em silêncio/
Diante da grandeza..
A resposta de uma vida plena é loucura para os sabios dessa terra/
...
Mas a resposta esta nos corações dos estrangeiros desse mundo cruel."

Depois da letra, fiquei na duvida de qual gostei mais.

-Portão Azul

Nu bloquin: “as cores das flores tem cheiro de paz/ e todos são criança.../ busque enquanto é tempo de buscar/enquanto a musica ainda toca/Venha ver o jardim da casa do portão azul.

Passou um tempo, o povo pede bis, ou mais.

E todos canta!Rs. todos grita! Todos pira!
Mamãe.. que é isso?

Juntos e felizes um momento unico de interação e paz.

-Na contra mão

Musica que nasceu de uma aula do Prof.Guilherme que estava aniversariando ontem, parabens.

Nu bloquin: “ Parece até loucura quando falo de amor/

Quem nao conhece a luz não sabe o que é escuridão/...

Fazer viver na realidade distorcida por falta de luz/...

Luz que vem iluminar os becos escuros do meu coração/

Não quero mais andar por mim..”

O intefone toca e todo mundo lagartixado, colado no chão e voando com a canção.


-Vem me socorrer

Gente desde a abertura do show do Palavra não canto, tá chovendo e minha voz fica estranha na chuva. Não sei os acordes direito.. Dai diz que o D lembra; “pode ensaiar o que quiser com a Lorena que no fim ela não vai lembrar..” Eu ri.

Alguém sugere e ela;

-Ah essa eu sei. Uma querideza sem fim.

Ai acabou. E eu me acabei.

Antes eu tivesse mais do privilégio de conviver com pessoas incríveis que são capazes de trazer surpresa, e não choque como a maioria.

O nome desse meu texto é pura fantasia mesmo, como o lual.

Que aventura boa! Deliciosa!

Gosto quando a musica me embarca numa viagem que alem de aguçar os sentidos, faz bem pra alma. Gera paz. Esperança.

Uma linda fotografia, por causa da já falada luz partipim, uma bela historia, pessoas doces e sensíveis, fantasia, metáforas, telas na parede, grande receita essa...

Acho merecedor do Oscar-de-eu-achei-lindo; Principalmente numa época onde a realidade esta cada vez mais dura e os produtos de arte e suas historias também. Como se vive muita violência se produz muita historia violenta, amoral e vazia. Conteúdo é lindo. A gente vê por aqui, nas canções. Todo mundo que vista o blog, compra o Cd e vai lá  na casa do L'Abri visitar gente! É SERIO!


Sou daquelas bobocas que acha mesmo que a boa harmonia gera uma historia lúdica e do bem, pode multiplicar se pelo numero de pessoas que assiste /ouve /lê.

Por isso faço as minhas coisas (tento) com qualidade e conteúdo. Por isso amo a escrita que faço. Outro dia li no twitter "que tal publicarmos um verso por dia?"

Pareceu-me ótimo! Verso bom, multiplicação de coisa boa.

Ouçam as canções, o cd será lançado em Março, comprem-no! E publique versos.



P s: Obrigada Lorena por trazer tanto pó de esperança, pra soprar aqui e na vida todo dia. A menina-doce-pá-falo-na lata Priscila; coisa boa são os encontros, re-encontros e mais, sempre mais.
Tem também o D. Confio!

Escrevi ouvido a radiola Du passarin a musica “pra sempre” e o Lucas; “-Mãe eu acho a historia da vida essa musica” Menino gênio. Meu menino doce. A historia que a gente vive. Clica pra ouvir; Pra sempre.



“Há, deixa de evitar o inevitável é, viver na plenitude (2x)

Abra o portão azul, da casa mais bonita

Venha ver o jardim, da casa do portão azul”



Beijo nocês. Inté.











15 de jan de 2013

O passarin leitor

Leia Romanos! A carta magna da fé cristã.


O apostolo Paulo foi um ávido defensor da graça soberana de Deus. Ele fora salvo pela graça soberana: fora instruído sobre a graça soberana. Pregava a graça soberana; escreveu sobre a graça soberana; e viveu a graça soberana. Sua vida estava imersa na graça soberana. Compreensivelmente, Paulo resumiu sua vida e seu ministério dizendo: “Pela graça de Deus sou o que sou.” (1co 15.10), pois ele havia experimentado singularmente a vitoria da graça soberana nas profundezas da sua alma. Tendo sido o menos provável candidato à salvação, Paulo veio a ser a personificação das doutrinas da graça. Desde o começo de sua vida cristã, entendeu que era um “instrumento escolhido” (At 9.15) pelo Senhor, alguém que tinha sido separado desde o ventre de sua mãe (Gl. 1.15) para os propósitos eternos de Deus. Ele compreendeu que a graça soberana era a única coisa que podia explicar a mudança radical, inesperada, que teve lugar em sua vida. A graça soberana, do principio ao fim, tinha produzido a revolução pela qual passou a sua vida.

Em seguida à sua conversão, a doutrina da eleição soberana tornou-se o alimento constante do ensino de Paulo. Posteriormente, tendo recebido ensino diretamente do Senhor, da sua pena apostólica fluíram abundantes temas relacionados com a graça soberana. No conteúdo geral das epistolas, este mestre magistral ensinou fortes palavras de sã doutrina. Em suas treze cartas, Paulo articulou as doutrinas da graça com precisão e profundidade. Ele se tornou o campeão da defesa da soberania da graça de Deus, ficando em segundo lugar somente em relação a Cristo. Não surpreendentemente, acreditava que a gloria suprema pertence à graça soberana de Deus (Rm 11.36). É precisamente o que vemos quando lemos a Epístola aos Romanos. Nela está o registro da verdade doutrinaria escrita por um homem supremamente comprometido com a graça soberana de Deus.

Em nenhuma outra parte dos escritos de Paulo a pureza da graça de Deus é mais vividamente exposta do que em sua carta aos romanos. Romanos é o maior tratado e a mais pura expressão da graça salvadora de Deus já escrito. Por essa razão, o amado livro tem sido chamado a Carta Magna da fé cristã. É uma teologia sistemática virtual, principalmente na área da soteriologia, a doutrina da salvação. Estas doutrinas eram o próprio palpitar do coração de Paulo, quando escreveu Romanos. Numa forma bem ordenada e altamente estruturada, ele trata das importantes doutrinas da condenação, da justificação, da propiciação, da redenção, da santificação, da união com Cristo, da adoção, da adoção, da glorificação, da eleição, e da reprovação. Mas, acima de tudo mais, o pulso de Paulo se acelerava de zelo pela preservação da graça de Deus em sua mais pura forma quando ele escrevia. Logo no inicio da carta ele declara, “recebemos graça” (1.5), e a graça salvadora continuou sendo o tema recorrente da epistola (1.7; 3.24; 4.16; 5.2, 15, 17, 20-21; 6.1, 14-15; 11.5-6; 12.3, 6; 15.15; 16.20). Do principio ao fim, este é um livro para revelar a plenitude da graça de Deus – um tour de force [um golpe de mestre].

14 de jan de 2013

De salto porem de joelhos

Sejamos corteses hoje!

Assim, os outros se sentirão melhor em nossa companhia.



O prestigiado escritor Afonso Ussía, na introdução da sua obra Manual de Boas maneiras, diz: “A vida é muito mais cômoda e agradável se a convivência se basear na cortesia.”

Parece que hoje a cortesia não está em moda. No entanto, se observarmos veremos como a cortesia é importante para a nossa saúde mental.

Os gestos educados que semearmos nos obrigarão a cultivar os mesmos gestos e por conseqüência os colheremos, o que nos leva novamente ao inicio; semear outra vez. Isso tente a modificar nos pouco a pouco.

Quando uma pessoa nos cumprimenta, nos sorri, nos cede à passagem, é alegre, é cortês e educada conosco, por acaso ela nos incomoda? Os outros não são diferentes. Também agradecerão as demonstrações de cortesia que lhes dermos.

Há uns anos houve, em Barcelona, uma campanha para motoristas, intitulada: “Sejamos melhores” e posteriormente, em âmbito internacional, uma sobre o nosso tema com o slogan: “A cortesia é contagiosa” em que valoriza o efeito multiplicador da atitude corte e amável iniciada por uma pessoa. Assim como a conhecida frase: “Gentileza gera gentileza”. Alguém tem que começar a contagiar os outros.

Por que não cumprimentarmos cordialmente os outros hoje? Vamos sorrir para os outros, hoje?

Vamos-lhes dar passagem, hoje? E trabalhar com alegria, hoje? Porque ser alegre é ser educado. Difundamos hoje este saudável habito recordando que a cortesia é contagiosa.



Sigamos este impulso:

Sejamos corteses hoje!

Assim, os outros se sentirão melhor em nossa companhia.







11 de jan de 2013

Com vocês; A radiola du passarin

Sexta.
Foi na madrugada que eu ouvi uma versão; coisa-de-Deus a coisa mais linda dessa musica que tá no link pra vocês.
A radiola du passarin.

No prá clicá!, tem tradução...

Então é isso.
O textinho abaixo é a coisa mais bunitinha pós teatro magico. Uma coisa.
Olha eu sou tão dengosa... né?!
rs.





Pra clicá! (Tradução da radiola du passarin)


Quanta mudança alcança o nosso ser.


Posso ser assim, daqui a pouco não.

Posso ser assim daqui a pouco?

Se agregar não é segregar.

Se agora for, foi-se a hora.

Dispensar não é não pensar.

Se saciou, foi-se embora.

Quanta mudança, daqui a pouco...

Se lembrar não é celebrar.

Dura-lhe a dor, quando aflora.

Esquecer não é perdoar.

Se consagrou, sangra agora.

Tempo de dar colo, tempo de decolar.

O que há é o que é e o que será, nascerá.

Nasss... será?

Reciclar a palavra, o telhado e o porão.

Reinventar tantas outras notas musicais.

Escrever um pretexto, um prefácio, um refrão.

Ser essência, muito mais.

Ser essência muito mais.

A porta aberta, o porto, a casa, o caos, o cais.

Se lembrar de celebrar muito mais.

A poesia prevalece, a essência, a paz, a ciência.

Não acomodar com o que incomoda.

Vou, vou engarrafar essa dor, vou engarrafar a saudade.

Bendizendo ela vira beleza.

Gentileza gera gentileza.

    ps: Atenção! Há tensão!
"Se lembrar de celebrar muito mais..."


Os varandistas

Ah, que se o amor não é mais como antes, meu bem,
Deve ser do mundo que gira (...) a culpa. Deve ser do tempo que passa e das rugas distantes do rosto, mas vistas,
De longe no fundo da alma;
Do gosto que muda de quando em vez.
Calma! espere por mim (de novo e sempre um carinho se fez).
Não vale a pena sangrar por sangrar, crescer de véspera,
Fugir diante das palmas, lembrar de rolar um pranto, enfim...
Não durma antes de sonhar.





8 de jan de 2013

Herdei

-Do meu avô materno, o conhecimento do verdadeiro savoir-vivre.


-Do meu pai, o culto do silencio, da hospitalidade, da introspecção, da amabilidade honesta e tanto o mais.

-De minha mãe, apaixonar-me sem medida. O amor avassalador que não mede. Fazer-se possibilidade e ponte para que o outro se sinta inteiro, único. E sim, isso é muito relevante.

-De minha avó materna, o equilíbrio, isto é, o difícil meio termo entre a polidez e a bajulação.

-De tudo isso e através do conhecimento pessoal da matéria, conclui que a etiqueta nada mais é do que a arte de conviver saudavelmente com o nosso próximo e em harmonia com o mundo em que estamos.

E o que isso vale no Reino? Vale para aplainar o terreno, para ser uma ferramenta de polir. Todos juntos.

Vem?!

4 de jan de 2013

A cronica do Jairo.

Olha que querideza. Depois que eu vi a Dama de Ferro, fiquei lembrando da mãe querida.
Olha eu sempre tive meus entraves com ela, mas serio a mulher não cansa..
Agora trabalhando, ela na mesa nossa, escritorio casa, pranchetando e editando, cotando, fazendo. Chegou do trabalho, botão de obra, jantou minha comida, sentou à mesa conosco, tomou café, agora trabalhando. Está de ferias da faculdade. Olha pra você eu digo sim.
 Mãe. De aço!

E a mãe ficou velhinha




"Dá aflição saber que a mãe, sempre tão firme em sua marcha, agora precisa caminhar com mais calma"



“JÁ VINHA botando reparo havia algum tempo: cada vez mais cedo ela dormia durante nossas sessões de cinema em casa ¬-até no filme do Marley, o labrador arteiro que ela amava, foi assim.

Começou a faltar a ela aquela força de sempre para me dar uma empurradinha pelas calçadas esburacadas. Ganhou um desequilíbrio do nada e uma saudade de tudo. Mamãe envelheceu.

Dá uma certa aflição, não vou fazer rodeios para admitir, saber que a mãe, sempre tão firme em sua marcha aplicada com um sapato baixinho e confortável, que buscava o sustento, o futuro e a felicidade dos filhos, agora precisa caminhar com mais calma e cuidado.

Meu coração ficou como no momento do samba derradeiro, dias atrás, quando entrou pelo corredor do restaurante uma senhorinha esbaforida, com a mão machucada, semblante de susto e passinhos de quem havia passado maus bocados. E havia passado. Caiu no meio da rua. Estava entre a aflição da dor e a carência de algum aconchego.

E se a minha mãe, agora velhinha, desabasse em um algum ermo de mundo também? Será que a acolheriam com a atenção e a presteza que a mãe da gente tem o direito de receber? E se ela ficasse meio descompensada e não soubesse nem em que planeta estava?

O almoço perdeu a graça e eu só pensava nas feridas da senhorinha, que foi gentilmente atendida com cuidados orientais das mãos da dona do boteco, uma "japa" sorridente. Sosseguei quando ela garantiu que estava tudo bem e que cuidaria da velhinha.

Mãe não tem dor de cabeça, não tem fome, não tem preguiça de fazer mingau, não tem medo de barata, não tem limite no cartão para emprestar um dinheirinho, mas, de repente, ela envelhece e faz o filho pensar que ela pode sofrer sim.

Lá em casa, mamãe nunca foi "rainha do lar". Estava mesmo é para Margaret Thatcher em meio a contas para pagar, bocas para encher, uma criança com deficiência para dar jeito. Logo, quando vi Meryl Streep interpretando a "Dama de Ferro" já cansada, abatida pelo destino irrefutável da idade, quis dar um Oscar pelo conjunto da obra para a minha "santa".

Tudo é possível na velhice e ser velho é conquista, jamais um demérito para quem sabe aproveitar a existência. É que o tempo vai passando e fico aflito por diversas ocasiões de amor que ainda não vivi com minha mãe -nem a viagem para Poços de Caldas, que ela jura ser de caldas de doces, fizemos.

Não queria vê-la frágil, por mais bonita que seja a pétala. Não queria vê-la cansada, por mais nobre que seja o vencedor de maratonas. Não queria que jamais a senhora caísse, mãe, por mais que, como você a vida toda disse: "Quem não cai não aprende a se levantar".

Jairo Marques

    ps: engraçado que escrevi do papai... do filho e agora lendo com ela a cronica do Jairo.   Mãe. Tá ai a musica que a gente cantou e dançou no domingo do Roberto Lindo Carlos; o cabelo dela cor de ouro, encaracolado... a cuca maravilhosa e o amor leoa tudo o mais.   Mãe! A filha da Raimunda e tudo. Querida. Diva.     Outro dia, um cabeludo falou:

"Não importam os motivos da guerra

A paz ainda é mais importante que eles."

Esta frase vive nos cabelos encaracolados

Das cucas maravilhosas

Mas se perdeu no labirinto

Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.

Muita gente não ouviu porque não quis ouvir

Eles estão surdos!


Eles estão surdos

3 de jan de 2013

O filho que quero ter

“É comum a gente sonhar, eu sei


Quando vem o entardecer

Pois eu também dei de sonhar

Um sonho lindo de morrer

Vejo um berço e nele eu me debruçar

Com o pranto a me correr

E assim, chorando, acalentar

O filho que eu quero ter

Dorme, meu pequenininho

Dorme que a noite já vem

Teu pai está muito sozinho

De tanto amor que ele tem

De repente o vejo se transformar

Num menino igual a mim

Que vem correndo me beijar

Quando eu chegar lá de onde vim

Um menino sempre a me perguntar

Um porquê que não tem fim

Um filho a quem só queira bem

E a quem só diga que sim

Dorme, menino levado

Dorme que a vida já vem

Teu pai está muito cansado

De tanta dor que ele tem

Quando a vida enfim me quiser levar

Pelo tanto que me deu

Sentir-lhe a barba me roçar

No derradeiro beijo seu

E ao sentir também sua mão vedar

Meu olhar dos olhos seus

Ouvir-lhe a voz a me embalar

Num acalanto de adeus

Dorme, meu pai, sem cuidado

Dorme que ao entardecer

Teu filho sonha acordado

Com o filho que ele quer ter.”



autor: Vinicius de Moraes