31 de ago de 2012

Porque...olha

Porque é isso: quando olha, eu tenho a impressão de que a primavera beijou todos os jardins, pois tudo parece florescer onde os seus olhos descansam. Quando está feliz, eu tenho a impressão de que o mundo inteiro brinca de roda com a sua alegria. Quando está triste, eu tenho a impressão de que todos os passarinhos do planeta estão temporariamente na muda e encolheram seu canto.

22 de ago de 2012

Poe no seu bau.





Não é meu. Mas foi bonito de ver, la do quarto a Bruna disse: fooorte então gravei aqui.


Só isso.

 só!

20 de ago de 2012

Somos todos.

Eu gosto das cidades em terceira pessoa do plural, e vou me mudar para a cidade de Somos Paulo, onde todos têm o mesmo nome e todos se dizem bom dia. Ele veste uma calça comprida, um olhar esmurrado e traz uma maldade no peito, como um broche de flores feridas e pétalas não cicatrizadas. Disse o pingüim dessa casa que o medo guardado fora da geladeira apodrecia em maldade de medo. A maldade de medo é aquela que vai se espalhando pelo seu corpo, sem que você perceba, e faz com que você se afaste das outras pessoas. Longe, você não consegue entender o coração delas. E nem elas, o seu. Mas o seu coração continua numa bondade que ninguém mais entende e, então, eles chamam aquilo de maldade. E ninguém mais se entende.Assim era a maldade no coração dele, o medo que ficou fora da geladeira e apodreceu. Tadinho!
PS;
Eu tive um pesadelo tão feio essa noite. Ai foi a primeira impressão...

Chorei.


13 de ago de 2012

Sabe;


Em muitos trechos do caminho, às vezes bem longos, carregamos muito peso sem também notar. A gente se acostuma muito fácil às circunstâncias difíceis que podem ser mudadas. A gente se adapta demais ao que faz nossos olhos brilharem menos. A gente camufla a exaustão. A gente inventa inúmeras maneiras para revestir o coração com isolamento acústico para evitar ouvi-lo. A gente faz de conta que a vida é assim mesmo e ponto. A gente arrasta e faz de conta que carrega pétalas só pra não precisar fazer contato com as nossas insatisfações e agir para transformá-las. A gente carrega tanto peso, um bocado de vezes, porque resiste à mudança o máximo que consegue, até o dia em que o Senhor, cansado de não ser olhado, encontra o seu jeito de ser visto e de dizer quem é que manda.

Eu fiquei pensando no que esse peso todo, silenciosamente, faz. No que isso faz com os sonhos mais bonitos e charmosos e arejados. No que isso faz com a nossa espontaneidade. No que isso faz, de forma lenta e disfarçada, com o desenhista lindo que mora na gente e traça os risos de dentro pra fora. E o entusiasmo. E o encanto. E a emoção de estarmos vivos. Eu fiquei pensando no quanto é chato a gente se acostumar tanto. No quanto é chato a gente só se adaptar. No quanto é chato a gente camuflar a própria exaustão, a vida mais ou menos há milênios, que canta pouco, ri pequeno e quase não sai pra passear. Eu fiquei pensando no quanto é chato a gente deixar o Espírito Santo isolado para não lhe dar a chance de nos contar o que imagina pra nós e o que podemos desenhar juntos nessa estrada.

Mas chega um momento em que me parece que, a gente começa a desconfiar que algo não está bem e que, ainda que seja mais fácil culpar Deus e o mundo por isso, vai ver que os algozes moram em nós, dividindo espaço com o tal desenhista lindo que, temporariamente, está com a ponta do lápis quebrada porque a gente a quebrou. Sem fazer alarde, a gente começa a perceber os tímidos indícios que vêm nos dizer que já não suportamos carregar tanto peso como antes e a viver só para agüentar. Devagarinho, a gente começa a sentir que algo precisa ser feito. Embora ainda não saiba onde vai dar esse fazer de coisas... Embora ainda insista em fazer ouvidos de mercador para a própria consciência. Embora ainda estresse toda a musculatura, lesione a vida, enrijeça o riso, embace o brilho dos olhos, envenene os rios por onde corre o amor. Por medo da mudança, quando não dá mais para carregar tanto peso, a gente aprende a deixa-lo, desaprendendo um pouco mais a alegria. Quase nem consegue respirar de tanto esforço, mas agüenta ou pelo menos faz de conta, algumas vezes até com estranho orgulho. Até que chega a hora em que a resistência é vencida. A gente aceita encarar o casulo. A gente deixa o Senhor tecer a história. A gente permite que a borboleta aconteça.
Aquele momento dois ou três cata ventos...
Nascemos para aprender a amar, a dançar com a vida com mais leveza, a criar mais espaço de conforto dentro da gente, a ser mais feliz e bom, a respirar mais macio, essa é a proposta prioritária, eu sinto assim. Podemos ainda subestimar a nossa coragem para assumir esse aprendizado. Podemos nos acostumar a olhar o peso e o aperto, nossos e dos outros, tanto sofrimento por metro quadrado, como coisa que não pode nunca ser transformada. Podemos sentir um medo imenso e passar longas temporadas tristonhos de tanto susto. Podemos esgotar vários calendários sem dar a menor importância para o material didático que, aqui e ali, o próprio Deus nos oferece. Podemos ignorar as lições do livro que é o tempo e guardar, bem escondido do nosso contato, esse caderno de exercícios que é o nosso relacionamento com nós mesmos e com os outros e principalmente com o desenhista que é o próprio Deus em nós. Apesar disso tudo, a nossa semente, desde sempre, já inclui as asas. Já inclui o vôo. Já inclui o riso. Já é feita para um dia fazer florir o amor que abriga. E, mais cedo ou mais tarde, floresce.



12 de ago de 2012

O pai, a mãe e o que mora no meu coração

As pessoas me perguntam muito sobre de onde vem esse meu olhar..


Give me a break gente!

O que fica na memória, e esta, como se sabe guarda as coisas como convém...

O que dizer de mim que nem memória tenho mais?

A verdade depende de quem conta e eu escancaro as minhas aqui.

A gente fica discutindo o sentido da vida e eles lá às gargalhadas? Eu heim! Passo aqui, vamos às gargalhadas, à vida que é difícil e linda! A maior gostosura, vencer-se a si pra deixar o Cristo agir!

Quanto mais serio o assunto, melhor mesmo é que venha embalado na graça- divina! É... Quase sempre é melhor. Quase mas não agora. Peço perdão pra pesar no tema.

De uns tempos pra cá, que uma criatura resolveu fazer auê com a tragédia alheia, e escreveu um livro sobre as atrocidades do século, voltaram a me perguntar sobre coisas que eu não gosto de falar. Não gosto disso, não me diverte, evidentemente. Mas há outros motivos. Essa historia não é só minha.

Meu pai é feliz. Com ele eu aprendi a ter temor à vida. Ao lado dele o tempo é uma alegria. Ele é solto, livre, leve, caladão, hospitaleiro de olhar, vibra e faz vibrar tudo a minha volta. É a pessoa que eu amo mais nesse mundo depois do Lucas. A terceira pessoa que mais amo é a mamãe. Eu quis compreende-la. Quis e consegui. Amo-a intensamente até o fim. Assim será!

O que eu tinha a dizer publicamente sobre essas pessoas disse aqui, e em orações.

Mas o que não foi contado, não esta nos autos da jurisprudência, o que não foi dissecado e mastigado, essa parte da historia é minha.

Mora dentro do meu coração, que sobrevive à nossa vida todo dia.

E aqui ficará. Se nos derem licença

Papai te amo te amo; eu sei que vou te amar por toda minha vidaaaa!

Mãe, você é linda! E eu aprendo todo dia a ser uma mulher aguerrida com você!



Sem mais.

10 de ago de 2012

Pra você sorrir






Clica pra cantá!




Resista um pouco mais, mesmo que a coragem esteja cochilando.

Resista mais um minuto e será mais fácil resistir aos demais.

Resista mais um momento, mesmo que a derrota pareça certa, mesmo que a desilusão caminhe em sua direção.

Resista mais um pouco, mesmo que os invejosos digam para você parar; mesmo que a sua esperança esteja no CTI.

Resista mais um momento, mesmo que você não possa avistar ainda a linha de chegada; mesmo que as inseguranças brinquem de roda a sua volta.

Resista um pouquinho mais, mesmo que a sua vida esteja sendo pesada como a consciência dos insensatos e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas.

Resista porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço e essa manhã, bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para você em breve, desde que você resista.

Resista, porque eu estou sentada na arquibancada do tempo torcendo ansiosa para que você resista e ganhe de Deus o troféu que merece: a felicidade, que é essa certeza de ser NELE tudo o que ELE te chamou pra ser !

Dois ou três cata-ventos pro passarin




;)

8 de ago de 2012

Aponta pra fé e rema!






A fé é um exercício pra vida inteira.
Muitas e muitas vezes, me distancio incrivelmente, achando que posso resolver tudo sozinha.
Não é raro nessas ocasiões, na verdade é bastante comum, eu me atrapalhar toda num turbilhão de emoções que me drenam a energia e o sorriso.
Mas, toda vez que consigo acessá-la, de novo, tudo se modifica e se amplia na minha paisagem interna.
Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: “Tomara que a tua vontade vença as minhas vontades.
Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer, seja lá o que for, com certeza é o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara, eu não consiga entender.
Ou consiga e muito!
Ta lindo aqui, to numa nice sem fim.
Pagina em branco.
Jesus dentro, eu como sempre nEle
E nenhuma dor, so a felicidade de me saber FILHA, digna e feliz!


Canta comigo, pra mim?

7 de ago de 2012

É bão, é bem bão e não doi não!

Quero me encantar mais vezes. Admirar mais vezes. Compartilhar mais amor. Dançar com a vida com mais leveza, sem medo de pisarmos nos pés uma da outra. Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de cada beleza revista ou inaugurada. Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa. Brincar com ela mais amiúde. Fazer arte. Escrever, falar dar longas gargalhadas como essas que tenho dado... Tão bom ter nascido. Aprender com Deus a desenhar coisas bonitas no mundo. Colorir a minha vida com os tons mais contentes da minha caixa de lápis de cor. Devolver um brilho maior aos olhos, aos dias, aos sonhos, mesmo àqueles muito antigos, que, apesar do tempo, souberam conservar o seu viço. Quero sintonizar a minha frequência com a música da delicadeza. Do entusiasmo. Da fé. Da generosidade. Das trocas afetivas. Das alegrias que começam a florir dentro da gente.