28 de mar de 2013

Devocional




Jesus teve uma história e sua história não é autônoma, escrita sozinha. A história de Jesus é escrita em família, em linhagem e linhagem de gente! De gente que fez coisas boas e de pessoas que fizeram coisas ruins, mas Jesus não teve sua história estigmatizada pela vida das outras pessoas, não é destino, não é maldição, é história. Em se tratando de história cada um tem a sua, escrevendo a sua em comunidade, influenciando e sendo influenciado, mas nada como determinado, por herança maldita, ou algo assim. Não! É Jesus no meio dos homens escrevendo a sua história, trazendo dos homens tão somente o melhor que eles tem, a imagem de Deus.

Curioso? Na genealogia de Mateus, a semente é dada ao homem, dos lombos de Isaque veio Jacó, mas no Cristo o ciclo se quebra. "José marido de Maria da qual nasceu Jesus que é chamado o Cristo" (Mateus 1: 16; Gênesis 3:15). Da história dos homens participa Cristo, Senhor dela e dela autor, como homem, mas não dos homens, do Senhor. Aos homens diante do Cristo cabe a recepção, a adoção, amizade, filiação, mas nunca sua geração... Gerado de Deus, é Deus de Deus.

Assim, diante dos fatos da vida de Cristo nossos atos desaparecem, parece que Mateus nos faz perceber que tudo que importa é tão somente o Cristo, ser usado para descender o Cristo. Os feitos de Abraão e Davi nada são agora diante de quem Jesus é. Tudo que importa é Cristo. Cristo é o todo especial. No de tantos que descende, Cristo é o diferente, o especial.

Se o texto de Gêneses nos faz perceber que a salvação e o resgate vem por meio Daquele que nasce de uma maneira diferente, fora do normal, apesar de nascer e ser homem. A diferença de Cristo não esta em ser melhor que os homens, ser diferente dos homens, mas em ser homem como os homens. Ele descende dos homens para que possa salvar os homens, não é uma nova espécie de homem, mas o tipo de homem que todos os homens devem ser, e apesar de não participar do pecado dos homens, nasce diferente, não para viver como todos os outros, mas para viver como o homem junto aos homens. Então Cristo é o centro da história, pois nasce diferente, não para ser melhor, mas para ser homem, como os homens, no meio dos homens afim de salvar os homens porque é diferente dos homens, é competente para isso!

Assim Cristo quebra o conceito de ser especial do século 21, no tocante a ser especial como ser melhor, quando na verdade o especial esta em ser homem, simplesmente homem, no meio dos homens, para que outros homens aprendam a ser quem desaprenderam a ser. Não é estar acima, é estar no meio de tal maneira a ser guia, a ser luz, a ser porta, a ser caminho. Assim era o Senhor, assim o apóstolo nos disse: luzeiros! O ser especial esta no fato de ser chamado pelo Cristo para junto a ele e agora estar no meio, no meio dos homens, com os homens, tão próximo a eles que vejam as boas obras, tão junto deles que eles entendam o que você vê e faz!

Dá pra ser assim? Ou você ainda vai ficar insistindo em ter aquilo que você nunca terá? Nessa ânsia de ser especial, de significar a história pessoal pela ambição de ser melhor que os outros tudo que a gente consegue ser é o diabo, e vai por mim não tem nada de especial em ser diabo. "Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas".





Por Vinicius Zulato (Mateus 01)


via facebook.






27 de mar de 2013

A ela

Quando a menina nasceu, vi uma sombra escura ser apagada pelo brilho que entrava pela janela, era essa coisa de gente que foi amada primeiro, tinha uma missão, um propósito, a sombra que saiu do quarto, das pessoas que estavam ali, parecia sombra de árvore, mas veio com um vento gelado em pleno verão, como se invertessem o dia, vi um filme quando mocinha, o dia em que a terra parava, era a mesma sensação, mas a menina cresceu, diferente dos pais, não quis ficar na margem,era amor pacote pessoa, preferia tocar o coração,tocava também um violão blimblão, só que tocava mal a desengonçadinha, caminhando e cantando e seguindo a canção, dançava o clássico balé, tocando; arrebentava as cordas que davam em cheio no rosto, eu sempre a achei muito magra, a arrebentação sangrava a testa, coisa feia de ver assim ferida, se ferindo, cansada como um passarinho que escapou das dentadas de um cachorro bravo, chamado vida, cada dia mais magrinha como se perseguido pela morte, que ninguém se incomodava com ela, mesmo adolescente nunca atrapalhou os vizinhos, parecia um bichinho, nunca tomou coisa alguma, nada que fizesse bem nem mal, eu fazia feijão, ela não comia, macarrão, nem tocava, era magrinha como uma pena e a cada dia que passava parecia lhe sumir um dos lados, até que um dia acordei mais cedo ouvindo um piu de passarinho, dizia a Bá quando era viva e morava aqui conosco sempre sentada na soleira da porta esperando passar o Baiano, o vizinho de olhos doces, a única alegria, eu nunca me importei, nem ela, era um moço que entendia a miséria da vida, mas a Bá ficava ali e iam sumindo aqueles lados da menina, até a nossa memória ia apagando pelo costume de não ver, um dia ficou só o fiapo do papel visto de lado e se eu quisesse falar com ela tinha que esperar um assobio ajudado pelo vento que entrava pela janela, porque a boca gastava todo o sopro pra emitir uns cicios vagarosos quando ela precisava de alguém, fosse eu, fosse outro que o mudasse de lado, com o tempo fui colando o lado que ainda aparecia na parede com cola branca, antialérgica que era pra ver se durava, Baiano passou por aqui e sugeriu um spray que fixava grafite, mas eu achei um exagero de caro e não precisava disso de fixar os traços, era mais uma questão de cor, mas fixador de cor o Baiano disse que não existia, e a mãe dela na sala de ferramentas disse que nunca comprou uma coisa destas, devia ter em outro tipo de loja, de material para artistas, não coisa de peão de obra, que ali não haveria de ter nada que iludisse ninguém, só coisas úteis, nada de bobagens, nada destas esquisitices, nem corda de violão, só corda séria, corda de verdade, não adiantava insistir, eu não insisti, que eu não sou bocó, deixei a garota colada na parede até que veio uma chuva quando a janela estava aberta e molhou-a tanto que não adiantava mais querer salvar, embrulhei bem dobradinha, depois de secar ao sol, ficou enrugada, desapareceu o sorriso num trejeito de tristeza perene, parecia que gritava pra alguém que sabia escutá-la, o Baiano sugeriu que eu passasse a ferro para voltar à forma original, mas eu que conheço estas coisas sei que nunca voltaria, forrei uma caixinha com papel pardo, perfumei um pouco pra ajudar a não dar cheiro, e guardei no armário em um lugar bem silencioso que é pra eu esquecer, de vez em quando abro a porta devagar, toco na caixinha pra saber a temperatura, uma vez abri e vi que continua lá, mas se alguém pergunta onde ela está, eu só digo que foi pra longe, num lugar que eu nem sei explicar, porque tenho vergonha de contar que ela era eu.

HUMILHAÇÃO





1. A verdade da antipolítica de nossos dias é a humilhação. O verbo transitivo implica a ação ativa ou passiva de alguém: ou se humilha ou se é humilhado. Na origem, humilhar significa rebaixar e abater, desdenhar e submeter. O menosprezo, a desvalorização de alguém estão em seu cerne. Não se humilha um objeto, apenas um sujeito uma pessoa, um grupo, um povo , que, no ato da humilhação, é “assujeitado”, ou seja, destituído de si, dessubjetivado.

2. Podemos dizer com tranqüilidade que a política de nosso tempo não é mais política porque, em vez de ser laço em que as relações entre indivíduos e instituições são valorizadas constituindo a ação capaz de dar sustentabilidade à sociedade, se transformou no gesto de negar o outro, o gesto antipolítico por excelência.

3. Mas que tipo de negação é a humilhação? O desprezo, o esquecimento ou a negligência que conhecemos tão bem fazem parte da estratégia geral da humilhação que constitui a antipolítica.

4. Contudo, o que caracteriza a humilhação elevada à ação antipolítica é uma pragmática bem simples: a pressão geral das instituições para que os cidadãos desacreditem deles mesmos e da própria coisa pública que os define como tais.

5. Contribuem para isso todas as instituições fundadas no poder e a grande maioria dos indivíduos que dela participam: a arma é discursiva e prática.

6. Assim, até mesmo cristãos, numa tática antiga, convidam à humilhação por meio de uma moral invertida, em que se tenta provar que o bom é, na verdade, ser como ele mesmo é, e não como Jesus.

7. Mais modernos, os meios de comunicação humilham a inteligência e a sensibilidade das pessoas com uma programação desrespeitosa, desde a propaganda para crianças até reality shows que brincam com a primitividade intelectual de quem assiste a eles, forçando-os a acreditar que não apenas desejam mas também merecem o que recebem.

8. O governo, por sua vez, é a prática da humilhação em seu sentido mais definitivo. Quando um povo elege um inábil para um cargo político, ele prova o triunfo do sistema da humilhação no qual a ignorância e a esperteza dos agentes já não se diferenciam.

9. Resistência

10. Como ato que se dá entre sujeitos, a humilhação implica sempre um afeto. Somente a personalidade autoritária é capaz de humilhar. Humilhado é aquele que não pode corresponder com a mesma violência.

11. A humilhação vale para indivíduos, mas marca o caráter das instituições. Espinosa disse em seu Tratado Teológico-Político que governantes e sacerdotes precisam da tristeza de seus súditos. Digo que Jesus não. Posto que sua prioridade era anunciar o Reino, onde todas estas questões estão de fora.

12. Se aquele filósofo pode dizer que somos formados por duas espécies de afetos, a alegria que leva à potência de agir e a tristeza que leva à impotência da ação, podemos hoje desconfiar de que as atitudes políticas prototípicas de nosso tempo pretendem a paralisia do povo. Que a depressão seja uma epidemia mental em nosso tempo explica a inação como seu correspondente ético-político em um sentido negativo.

13. Toda a experiência humana é marcada por afetos. Nietzsche entendeu que a razão poderia ser o mais potente dos afetos, o que significa que nos enganamos ao pensar na frieza da razão, que, em seu imo, move o mundo apaixonadamente. É mister lembrar que o culto ao nosso Deus precisa ser racional. E que o amor é uma decisão. Ação.

14. Inspirados em Nietzsche, podemos dizer que a política é a instituição que administra o mais impotente dos afetos, a humilhação. Sair da humilhação implica um grande esforço de resistência, implica entender racionalmente a estrutura que humilha para desmontá-la passo a passo.

15. O primeiro deles surgirá no momento em que compreendermos o que o escritor F. S. Fitzgerald quer dizer quando, ao refletir sobre o colapso e a necessidade de um combate contra o irremediável da vida, faz listas “das vezes em que me deixei maltratar por pessoas que não eram melhores que eu em caráter ou capacidade”.

16. Só a velha consciência de si, como consciência do valor próprio de cada um, é capaz de frear o trem do destino infeliz dos humilhados. A ação que surge daí nega toda subserviência. Olhe para o Filho. Assim perceba-se e ao outro. Mude. Por favor.

17. É possível. É político. É lei. É o Reino.

Foi para isso que Jesus veio.


Pequenas tristezas do dia a dia e um desejo diferente




Triste ver que filmes são vistos apenas porque ganharam prêmios.



Triste ver o leitor que se pauta pelos livros mais vendidos.



Triste ver o ouvinte que se pauta pelas músicas mais tocadas.



Triste ver quem se veste com a roupa “que todo mundo tá usando”.



Triste ver quem batiza o próprio filho com o nome da personagem da novela.



Triste que qualquer “tendência dominante” se torne dominante apenas porque é repetida.



Triste ver a inconsciência do dono prepotente da verdade.



Triste a falta de pensamento sobre o que se faz e o que se vive.



Bom pensar que ainda há algo a ser descoberto e que se chama liberdade, sinceridade, dignidade, esperança, fé e amor. E que estão todas gurdadas pra nós em Jesus, o Cristo.

26 de mar de 2013

Com o papai

Nos raros momentos em que não estou trabalhando, posso ser vista além da nossa IBL, em restaurantes ou cinemas – programas que gosto de fazer na companhia do Lucas .
Fomos  ver Uma Noite em 67 (de Ricardo Calil e Renato Terra), documentário sobre a final do terceiro Festival de Música Popular Brasileira, da Record. Entre os artistas que aparecem está Gil com 25 anos.
Sai de lá com uma questão: “Por que os artistas da minha geração não fazem o que eles faziam? Estou falando das minhas referências, como Moreno Veloso, Marcelo Camelo, Domênico..., os meninos e meninos das cucas maravilhosas que integram a geração Gospel..
A coisa na escrita é quase a mesma coisa...
Em busca de respostas, encontrei uma que aponta para as principais diferenças entre as épocas.
Foi conversando com o papai... ele é doce e sabe das coisas.
"Naquele tempo ( o tempo do documentário ) a música não era só entretenimento, o problema político era muito importante. Essa nova geração já nasceu sabendo dessa importância. E o que gosto de ver é esse rigor, suas coisas são sofisticadas, com grande poder de comunicação. Têm influência dessa velha escola sim, mas têm uma originalidade inacreditável. "

Escrevo pra complementar. Pra compartilhar.

Humor.


Protestantismo Pluralista: Entre janelas e passarinhos..



A Associação Associada da Ação da Cia do Ócio Social é um órgão que cada vez mais mostra sua importância no meio teológico evangélico do protoprotestantismo evangelical. Afinal de contas, como se sabe, sob os efeitos da Porcaria Portaria Ministerial 1.418/98, programas stricto sensu que obtiveram bons conceitos da Capes foram considerados reconhecidos a partir da avaliação de 1998. Reconhecimento oficial que particularmente ocorreu no meio evangelicalista não-católico-apostólico-romano com programas da EST/UMESP que, à época, estumespestificaram todas as outras instituições protestantes de ensino teológico que começaram então a almejar pelo reconhecimento de seus cursos.

Sendo assim, a Associação Associada da Ação da Cia do Ócio Social foi criada para evitar que salafrários sem-vergonha,  vigaristas, pregadores picaretas, fraudadores de diplomas, detratores amorais, oportunistas diversos, teóricos fajutos, docentes mercenários, santos do pau oco, intelectuais de fancaria, biblicistas impostores, maquiadores de Lattes etc. etc. e demais n#*$#%*jentos aproveitassem a oportunidade para se passarem por teólogos de respeito, enviando propostas de validação de cursos de teologia para os órgãos competentes do MEC, do FINEP, da CAPES, do CNPQ, do SERASA e do FMI.

Eu estava, então, em reunião da Associação lendo coisas na internet e ouvindo o presidente explicar que a reflexão teológica academicamente orientada não deve se pautar exclusivamente pelo dinheiro direito canônico, mas pela realidade brasileira, quando um passarinho pousou na janela. Hábil debatedor, o presidente pegou o “gancho” e perguntou: — Será que nosso embasamento teológico pode explicar esse fato? As respostas, incluídas na ata da reunião, comprovam a pluralidade da inteligência protestante em nosso país:

Teólogos Calvinistas: Porque o passarinho foi predestinado para pousar na janela.

Teólogos Socráticos: Passarinho? Janela? Só sei que não sei.

Teólogos Ultra-Calvinistas: Porque a janela foi predestinada para ser pousada pelo passarinho.

Teólogos Kantianos: Ele seguiu o imperativo categórico próprio dos passarinhos. É uma questão de razão prática.

Teólogos Ultra-Hiper-Calvinistas: Porque nós fomos predestinados a explicar porque o passarinho pousou na janela.

Teólogos Tomistas: Silogisticamente falando, para proceder à resposta, devemos primeiro definir os termos, deliberando se a palavra expressa uma ideia genérica e universal de “passarinho”, ou se o escolasticismo já traz em seu bojo um conceito de “passarinho” logicamente baseado em premissas suficientemente claras.

Teólogos Ultra-Super-Hiper-Mega-Calvinistas: Porque a predestinação está predestinada a predestinar passarinhos a pousarem em janelas.

Teólogos Pragmáticos: Dane-se tudo!!! O que importa são os fins. Concretizado o fim de pousar na janela, é irrelevante discutir os meios que o passarinho utilizou para isso.

Teólogos Naturalistas: Porque é da natureza dos passarinhos pousar em janelas.

Teólogos Construcionistas: Porque as janelas foram construídas socialmente para que passarinhos pousassem nelas.
Teólogos Oportunistas: Aproveitamos para informar que as inscrições para o vestibular de Ciências da Religião do Mauquensy foram prorrogadas até o próximo dia 30.

Teólogos da Libertação: A atual conjuntura da crise do Capital, assim como o atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe social de passarinhos, capazes de pousar na janela.

Teólogos Newtonianos: 1) Passarinhos em repouso tendem a ficar em repouso; 2) Passarinhos em movimento tendem a permanecer voando; 3) Passarinhos, quando voam, por causa da atração gravitacional exercida pela terra, precisam eventualmente pousar, ocasião em que retornam ao estado de repouso.

Teólogos Darwinistas: Ao contrário do que pensam os criacionistas, no decorrer de grandes períodos de tempo, os passarinhos têm sido selecionados naturalmente, de modo que, agora, têm uma predisposição genética a pousar nas janelas.

Teólogos Criacionistas: Ao contrário do que pensam os darwinistas, desde o início de tudo, os passarinhos têm sido criados por Deus, de modo que, agora podem pousar em janelas, assim como depois do dilúvio puderam pousar em terra seca.

Teólogos Existencialistas: Entre o Ser e o Nada, o que há é o momento. A existência do passarinho consiste em sua intencionalidade de pousar na janela.

Teólogas Feministas: Não era um passarinho! Era uma passarinha! E ela fez o que o fez como forma de repúdio aos gestos exibicionistas, tipicamente machistas, daqueles de sua espécie que tentam convencê-la de que, enquanto passarinha, jamais teria a habilidade suficiente para pousar na janela.

Teólogos Céticos: Dizem que o passarinho pousou, mas será que pousou mesmo? Talvez tenha sido só um reflexo na janela, se é que tinha janela no local. Sei não... não dá para confiar nisso não.

Teólogos Fundamentalistas: Os fundamentos da verdade indicam realmente, sem sombra de dúvidas, que o passarinho pousou na janela. Se alguém não crê nisso é porque é liberal. O liberalismo teológico realmente é um problema em nosso meio.

Teólogos Agnósticos: Não é possível conhecer a verdade, pois há dúvidas se o passarinho realmente pousou na janela. A incerteza há de pairar eternamente sobre essa questão. E mesmo se tivesse pousado, quem saberia o motivo? O coração do passarinho pode ter razões que a própria razão desconhece.

Teólogos Hedonistas: Porque o passarinho quer desfrutar do prazer de pousar em janelas.

Teólogos Frankfurtianos: A crítica se justifica dada a questão instrumental imposta pelos mentores de uma arte de massas que transformou a imagem de um passarinho na janela em mais um produto da indústria cultural.

Teólogos Tucanos: Esse negócio de passarinho na janela é trololó de petista.

Teólogos Petistas: Apenas pousou porque era um passarinho, um companheiro. Se fosse um tucano teria privatizado a janela.

Rubem Alves: Um passarinho me contou que carrega sua alegria nas asas. As asas se sustentam pela liberdade do vento. A alegria do vento é o voar. O passarinho quando para de voar descansa na janela entreaberta. Porque a janela é o espelho da alma.

Martin Luther King: Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os passarinhos serão livres para pousar em janelas, sem serem discriminados por isso, nem questionados seus motivos.

Líderes Pentecostais: O passarinho na janela foi uma revelação profética que mostra que... mostra que... Hamal`Kalahama... Nhalin Guaestra... revelação que diz por profecia... que o Twitter vai se juntar com o Windows!!!!

Líderes da Presbiteriana Unida: Essa resposta deve ser dada pelo passarinho.

Líderes Neopentecostais: Por uma oferta de 10% você pode se libertar do sofrimento e receber essas penas tiradas do passarinho que pousou na janela, especialmente ungidas e oradas pelo missionário de joelhos, diretamente no Monte Sinai, lá em Jerusalém, na Terra Santa de Israel.

Líderes da Presbiteriana Independente: Essa resposta deve ser dada pelo presbitério.

Líderes Batistas: Na nossa identidade denominacional, o importante é ver que vantagem podemos obter, ou com o passarinho, ou com a janela.

Líderes da Presbiteriana do Brasil: Essa resposta deve ser dada pelo Augusto Nicodemos.

Líderes da Adventista: Se o voo e o pouso do passarinho aconteceram no sábado, foi um pecado, porque ele deveria estar guardando o dia de descanso. Se o fato ocorreu em outro dia da semana, ele estava louvando a Deus.

Meninao de cinco anos: Porque sim.

Menino de dez anos, com estilingue na mão: Cadê? Cadê?

11 de mar de 2013

Deixa estar que o que for pra ser vigora

Se o vento parou hoje... amanhã Ele vai soprar!
Soprou uma palavra; esperança. Para Viver.
Esperança no amar.
Esperança no sorrir.
Esperança no chorar.
Esperança na espera da vida correr simples como a criança, e voltar.
O vento alude o Criador, nunca desaparece. Sempre mais perto e vivo do que imaginamos.
No tempo certo a gente aprende a voar.
Deixa o vento soprar.





4 de mar de 2013

Jornal das Grandes coisas

..das coisas amarelas

Eu tenho uma noticia nova; As vzs o medo é o cotidiano da gente. Mas nos somos um exército de gente que embora sofrido, segue alegre porque a consciência da presença do Pai nos lembra que Jesus governa o todo dia.
E não ha lugar para estar fora dele. É clichê dizer que é Ele nosso ar?!
Esse que vc não percebe entra faceiro, e sai indicando o som de Deus. Somos resultado desse soprinho.
E soprando em vez de destruir, construímos, em lugar de invejarmos,presenteamos; em vez de envenenarmos, embelezamos;em lugar de dilacerarmos, reunimos e agregamos. Acreditamos que o amor, com amor se explica.
Sento-me à mesa e ouço Deus dizer baixinho; é bom ne filha? Ser minha é bom. Faz paz.
É o amor que resta, entre ti e mim, e estarás comigo.
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Um anjo vem todas as noites:
senta-se ao pé de mim, e passa
sobre meu coração a asa mansa,
como se fosse meu melhor amigo.
Esse que chega e me abraça
( asas cobrindo a ferida do coração )