5 de fev de 2009

Medo.

Então estou aqui para escrever um pequeno texto, temi não conseguir escolher um assunto que agradasse “a gregos e baianos”. Pensei muito e só quando decidi não procurar temas, não forçar a barra, o pensamento fluiu e... bingo!

O medo!

O maldito medo seria uma boa opção, já que faz parte da nossa rotina, intensamente.
Olhei no espelho e lá estava ele, gelado. Vivo numa cidade um país e aqui convivemos diariamente com pistolas, polícia corrupta, homicídios, manchetes sangrentas, verdadeiras tragédias. A situação é tão grave que até uma criança se aproximando do vidro do carro é o suficiente para um certo pavor.

Onde chegamos...

Moro no mesmo lugar há anos e ao longo desse tempo o medo aumentou, a dose habitual cresceu, e ultimamente, sem estar de mãos dadas com o “mocinho” o sentimento passou.
Explico. Estou produzindo e trabalhando muito, deixando guardados sonhos e projetos de vida, pra levar as coisas com bom humor e grana, não consigo explicar o tamanho do medo, da insegurança que dá fazer algo tão arriscado. O medo foi de mala e cuia para minha casa. A convivência não tem sido muito fácil, estou aprendendo a tirar proveito desse frio na espinha: o medo que o medo dá...
Aproveito o impulso para ir adiante e buscar o novo.

Resolvi brincar de ciranda e girar... Ai me vem aquela frase na cabeça;
"Com você eu tenho coragem de não ter medo e ser feliz." Será?!
Abalou qualquer tipo de estrutura de uma conversa de bate/assopra, sabe aquele lance do bom policial e do malvado?
Tipo aquilo, só que em doses estratosférias.

Medo parece nocivo, mas é essencial, necessário! Aqui no Brasil, acho que perdemos a medida.A guerra em que vivemos (tráfico, corrupção, etc) não tem fim, a impotência, o ‘anestesiamento’ nada tem a ver com o medo que impulsiona. A adrenalina correndo nas veias, nos incentiva. A natureza nos oferece o medo bom. O resto é coisa do homem, que inventou a pólvora. E como conviver com o medo que dá se entregar? Se permitir? Ter voltado atras.. E o sentimento de estranhamento em certas situações deixam o medo em tamanhos estratosfericos. Gosto mesmo de medo em doses homeopaticas, aquele que da quando se pensa em alguém..
Eu ando entre tapas e beijos com os meus. he! he! he!
Brindando o bom medo, celebro minha restréia no blog, com um pedaço da letra da música do Lenine, que pelo visto tem usufruído muito bem dos seus também!

“(...)Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão(...)”



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