8 de out de 2010

Sobre as pequenas coisas sentadas num banco



Quando eu saí de um importante ciclo -que poderia ser chamado de; o quarto escuro que aquela tristeza de tudo me colocou- olhei no espelho disse que o mundo no qual acreditava deveria existir, em algum lugar do mundo. Ou do outro (muito embora, eu esteja sempre nesse outro mundo vendo de lá percebo aqui.. E aqui vivo todo dia, dia apos dia). Nem que fosse apenas dentrinho de mim... Mesmo se ele não existisse em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse construi-lo, como uma casinha das coisas mais bonitas em que acredito, o mundo seria sim levinho e doce, seria cheio de amor, e eu nunca mais ficaria daquele jeito outra vez. Ninguém acreditava. Eu com aquela certeza toda. Renunciando castelos de areia. Tudo estranho. Falta de jeito e aprumo. Joelhos dobrados, cabeça erguida. Sabe aquele mundo? Então, nesse mundo, ninguém precisaria trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão, faz com que a melodia flua e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes de caminhar na chuva. Se for tudo indo aquele quentinho no coração pode aquecer os espaços que ficaram tão frios quanto a neve derretida em dias de Natal. O som da voz faz bem. O tempo é pouco. Muito cuidado. São estações e cores... Há tensão! Precisamos tando do inverno nesse mundo, porque no inverno as folhas caem e a arvore fica assim toda exposta. A arvore se deixa perceber. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino/menina. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não conseguimos mais abraçar, estar perto e encostar o coração. Quando não acretitamos mais nas palavras daquele outrora tão querido. Mesmo quando o ele vai embora, a gente não vai. Ficamos inteiros ali, convictos do melhor e percebemos que; a gente fica, cultiva o jardim, qualquer coisa para ocupar o tempo, nele constroi um banco de almofadas coloridas com cheirinhos, e pede pra não sujarem ali porque aquele é o banco do nosso amor, para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a não sei quanto tempo, ele pode simplesmente chegar e sentar, o amor, sem mais explicações, para olhar o céu quem sabe, de mãos dadas. É que naquele dia dará vontade de encostar a bicicleta, entrar no balão e continuar aprendendo a voar.


 
Pra fazer afagos.



Carinho meu pra vocês no ninho.
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Escrito em 03/06/10, mas é que hoje me deu uma saudade dele. É o que eu gostaria de deixar pro seu final de semana, é que é pra você acreditar.

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