"Se lembrar de celebrar muito mais..."
11 de jan. de 2013
8 de jan. de 2013
Herdei
-Do meu avô materno, o conhecimento do verdadeiro savoir-vivre.
-Do meu pai, o culto do silencio, da hospitalidade, da introspecção, da amabilidade honesta e tanto o mais.
-De minha mãe, apaixonar-me sem medida. O amor avassalador que não mede. Fazer-se possibilidade e ponte para que o outro se sinta inteiro, único. E sim, isso é muito relevante.
-De minha avó materna, o equilíbrio, isto é, o difícil meio termo entre a polidez e a bajulação.
-De tudo isso e através do conhecimento pessoal da matéria, conclui que a etiqueta nada mais é do que a arte de conviver saudavelmente com o nosso próximo e em harmonia com o mundo em que estamos.
E o que isso vale no Reino? Vale para aplainar o terreno, para ser uma ferramenta de polir. Todos juntos.
Vem?!
-Do meu pai, o culto do silencio, da hospitalidade, da introspecção, da amabilidade honesta e tanto o mais.
-De minha mãe, apaixonar-me sem medida. O amor avassalador que não mede. Fazer-se possibilidade e ponte para que o outro se sinta inteiro, único. E sim, isso é muito relevante.
-De minha avó materna, o equilíbrio, isto é, o difícil meio termo entre a polidez e a bajulação.
-De tudo isso e através do conhecimento pessoal da matéria, conclui que a etiqueta nada mais é do que a arte de conviver saudavelmente com o nosso próximo e em harmonia com o mundo em que estamos.
E o que isso vale no Reino? Vale para aplainar o terreno, para ser uma ferramenta de polir. Todos juntos.
Vem?!
3 de jan. de 2013
O filho que quero ter
“É comum a gente sonhar, eu sei
Quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar
Um sonho lindo de morrer
Vejo um berço e nele eu me debruçar
Com o pranto a me correr
E assim, chorando, acalentar
O filho que eu quero ter
Dorme, meu pequenininho
Dorme que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho
De tanto amor que ele tem
De repente o vejo se transformar
Num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar
Quando eu chegar lá de onde vim
Um menino sempre a me perguntar
Um porquê que não tem fim
Um filho a quem só queira bem
E a quem só diga que sim
Dorme, menino levado
Dorme que a vida já vem
Teu pai está muito cansado
De tanta dor que ele tem
Quando a vida enfim me quiser levar
Pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar
Meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz a me embalar
Num acalanto de adeus
Dorme, meu pai, sem cuidado
Dorme que ao entardecer
Teu filho sonha acordado
Com o filho que ele quer ter.”
autor: Vinicius de Moraes
Quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar
Um sonho lindo de morrer
Vejo um berço e nele eu me debruçar
Com o pranto a me correr
E assim, chorando, acalentar
O filho que eu quero ter
Dorme, meu pequenininho
Dorme que a noite já vem
Teu pai está muito sozinho
De tanto amor que ele tem
De repente o vejo se transformar
Num menino igual a mim
Que vem correndo me beijar
Quando eu chegar lá de onde vim
Um menino sempre a me perguntar
Um porquê que não tem fim
Um filho a quem só queira bem
E a quem só diga que sim
Dorme, menino levado
Dorme que a vida já vem
Teu pai está muito cansado
De tanta dor que ele tem
Quando a vida enfim me quiser levar
Pelo tanto que me deu
Sentir-lhe a barba me roçar
No derradeiro beijo seu
E ao sentir também sua mão vedar
Meu olhar dos olhos seus
Ouvir-lhe a voz a me embalar
Num acalanto de adeus
Dorme, meu pai, sem cuidado
Dorme que ao entardecer
Teu filho sonha acordado
Com o filho que ele quer ter.”
autor: Vinicius de Moraes
30 de dez. de 2012
Espero que o sol dispare em minha direção raios cansados, clareando a multidão sem vestes, sem máscaras. Espero que a lua reflita sobre mim uma intensa luz nem tanto metafísica, nem tanto sobrea instigando minha alma a exalar o que tem de bom.
Desejo que o vento sopre em meu rosto um bafo de realidade; e acabe com a indiferença, com tudo à minha volta, como gelo na lava.
Aspiro que o brilho das estrelas, destrua o que aliena e disperte o que hiberna em todo ser humano por milênios e milênios.
Que a responsabilidade com o planeta terra, e com tudo o que o habita, e com tudo que o habitará. Rogo ao, Cristo, que mais e mais pessoas despertem, e que eles unam suas forças e se façam perceber a dor ou o prazer; causado por cada ato ainda antes de cometer.
E que cada mariposa voe o mais alto que conseguir antes de morrer. Que o fio da vida não seja medido pela comparação ao alheio. Que o cheiro da terra molhada seja sentido cada vez e mais e mais vezes. Que a muralha que separa os corações seja pulverizada. E a cultura massificada e não banalizada. E que a vida não seja simplesmente a espera da morte. Que a vida não seja simplesmente a espera da morte. Que o meu grito ecoe pelos corredores vazios de uma escola em ruínas e seja ouvido cada vez mais alto nos morros, nos sertões e nosplanaltos. Que a vida não seja simplesmente a espera da morte. E que a vida não seja simplesmente a espera da morte
Desejo que o vento sopre em meu rosto um bafo de realidade; e acabe com a indiferença, com tudo à minha volta, como gelo na lava.
Aspiro que o brilho das estrelas, destrua o que aliena e disperte o que hiberna em todo ser humano por milênios e milênios.
Que a responsabilidade com o planeta terra, e com tudo o que o habita, e com tudo que o habitará. Rogo ao, Cristo, que mais e mais pessoas despertem, e que eles unam suas forças e se façam perceber a dor ou o prazer; causado por cada ato ainda antes de cometer.
E que cada mariposa voe o mais alto que conseguir antes de morrer. Que o fio da vida não seja medido pela comparação ao alheio. Que o cheiro da terra molhada seja sentido cada vez e mais e mais vezes. Que a muralha que separa os corações seja pulverizada. E a cultura massificada e não banalizada. E que a vida não seja simplesmente a espera da morte. Que a vida não seja simplesmente a espera da morte. Que o meu grito ecoe pelos corredores vazios de uma escola em ruínas e seja ouvido cada vez mais alto nos morros, nos sertões e nosplanaltos. Que a vida não seja simplesmente a espera da morte. E que a vida não seja simplesmente a espera da morte
18 de dez. de 2012
Nao tenho sequer um objeto do meu pai
Nenhum relógio antigo. Nenhum canivete suíço. Nenhum jogador de botão. Nenhum cachecol. Nenhuma caneta especial.
Ele não me repassou um livro para lembrar sua importância. Não me chamou para o escritório em separado a fim de antecipar a mínima partilha. Não redigiu uma carta explicando o que era ser gente grande nesse mundo caotico.
Mas herdei de meu Pai o que sou. De meu pai herdei uns alguns.
Quando pequena, eu não o entendia. Hoje, Ele vai comigo, assim calado no dia a dia. O pai liga pra saber se estou com vontade de comer doce.
Tenho dele a risada larga, bonachona, uma gaita que impulsiona o rosto para trás e me pede para fechar docemente as pálpebras.
Nosso pulmão é carregado de sotaque, o pulmão é o nosso código secreto. Respiração. O dom de fazer acalmar via respiração.
Tenho dele o jeito de cortar tomates na tábua, horizontal, absurdamente errado e divertido.
Tenho dele a mesma compulsão pelo atraso: sempre acreditando que posso fazer mais alguma coisinha antes de sair.
Tenho dele as mesmas distrações e desculpas furadas, as mesmas canetas explodindo nos bolsos, a terrível a mais terrível de todas; não saber atravessar ruas. Não sei. Não sei calcular o tempo do carro com o tempo da caminhada até o outro ponto. Tenho pensamentos sofisticados demais enquanto estou andando. Não vejo nada.
Tenho dele o mesmo ímpeto de curar a raiva com uma caminhada pelo bairro.
Tenho dele a lembrança da barba da juventude, o bigode, e a tendência de levantar as golas das camisas.
Tenho dele a mania por sentar em balcões e experimentar pastéis em cidades estranhas. Não tomar leite nelas.
Tenho dele a mania de estar sempre na cozinha e os olhos puros de medo.
Tenho dele a vontade de cheirar o cangote dos filhos.
Tenho dele a mania por esculturas, madeira de demolição, de cavalos e Dom Quixote.
Tenho dele a compulsão por riscar livros e escrever diários por códigos.
Tenho dele o dom de perder dinheiro e juntar amores.
Tenho dele o costume desagradável de gemer diante de um prato favorito. Huummm. Roceira como só.
Tenho dele a sublime certeza de que a fé do Filho de Deus é a melhor coisa e oro quando vejo o mar ou uma criança sorrindo ou as pessoas chorando no apelo na confissão por Jesus. Escolha.
No momento em que viajo de avião, acabo me protegendo do frio transformando o paletó em cobertor. O casaco fica invertido, de frente para mim, com as mangas cruzadas nas minhas costas.
Aquele casaco é também meu pai me abraçando.
Bom ter Pai e pai.
Meu Pai está espalhado pelo meu caráter. Preciso em tudo dele. A garantia de amor, justiça, santidade e fogo. Nem uma vírgula emprestada se dá se não for assim, desse relacionamento que não vai ter fim. O que é uma lembrança para quem tem toda a eternidade?
Cada gesto que vim a aprender ao longo da vida é o esforço arredondado de copiar sua letra e repassar seu temperamento ao papel vivo da vida. Caderno de couro e carne. Retrato.
Ele está dissolvido em meus dias. Invisível e forte como o vento.
No momento em que escrevo, penso, acabo me lembrando das palavras doces, dos conselhos das historias que penetraram minha alma, espírito e carne. Alias mudança. Domínio. A coisa mais surpreendente de aprender. Dependência. Às vezes sinto necessidade de conforto durante a dura realidade do dia a dia que mais me choca do que surpreende. Uso seu manto de bondade como cobertor. O manto fica envolto a fim de esconder o Passarim. Proteção.
Aquele manto é também meu Pai me abraçando.
17 de dez. de 2012
24 de set. de 2012
Pra você sorrir (2)
Pra você sorrir
Sábia decisão é decidir amar
Desprendido pra poder subir pro
Céu que o rico não pode comprar
Pra você sorrir
Leve só o que faz bem pro coração
Um carinho pode tudo unir
Faz tão bem curar-se com perdão
Às vezes só nos falta um pouco de humor
Às vezes só nos falta pôr mais amor
No jardim sem cores
No tempo dará flores
Se plantei chorando
Sorrindo eu vou voltar
Pra você sorrir
Sábia decisão é decidir amar
Desprendido pra poder subir pro
Céu que rico não pode comprar
Pra você sorrir
Olha a leveza da criança
Sem a certeza ri e dança
Quanta beleza há na confiança
No jardim sem cores
No tempo dará flores
Se plantei chorando
Sorrindo eu vou voltar
A coisa mais seria que tenho cantado. é da menina Marcela; http://letras.mus.br/marcela-tais/pra-voce-sorrir/#selecoes/2006187/
Sábia decisão é decidir amar
Desprendido pra poder subir pro
Céu que o rico não pode comprar
Pra você sorrir
Leve só o que faz bem pro coração
Um carinho pode tudo unir
Faz tão bem curar-se com perdão
Às vezes só nos falta um pouco de humor
Às vezes só nos falta pôr mais amor
No jardim sem cores
No tempo dará flores
Se plantei chorando
Sorrindo eu vou voltar
Pra você sorrir
Sábia decisão é decidir amar
Desprendido pra poder subir pro
Céu que rico não pode comprar
Pra você sorrir
Olha a leveza da criança
Sem a certeza ri e dança
Quanta beleza há na confiança
No jardim sem cores
No tempo dará flores
Se plantei chorando
Sorrindo eu vou voltar
A coisa mais seria que tenho cantado. é da menina Marcela; http://letras.mus.br/marcela-tais/pra-voce-sorrir/#selecoes/2006187/
19 de set. de 2012
E de tudo fica um pouco
De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do meu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço de cata ventos
- vazio - ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as
igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.
C.D. Andrade.
Do meu medo. Do meu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço de cata ventos
- vazio - ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?
Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.
De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.
E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as
igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.
C.D. Andrade.
4 de set. de 2012
Os luxos do sec. 21
Segundo mademoiselle Chanel, o luxo é o oposto da vulgaridade, e ninguém entendeu mais de luxo do que ela. Foi Chanel quem libertou a mulher do espartilho, decretou que o uso de pérolas falsas era chique, cortou os cabelos curtinhos e foi seguida por todas as mulheres do mundo. Ela foi entusiasta das mulheres sem ter feito um só discurso nem queimado um só sutiã. Só na base da competência e elegância! Mas o mundo muda a cada dia e os direitos que conquistamos foram tantos, e estamos tão habituados a eles, que nem lembramos mais de como era a vida antes. Os conceitos são outros e eu me pergunto o que hoje é o verdadeiro luxo? Usar jóias, nem pensar; é um convite claro ao assalto, talvez seguido ostentação. Desnecessária!
Deixá-las no cofre não resolve pois os ladrões agora entram em nossas casas sem pedir licença. Algumas guardam seus brilhantes no cofre, e existem também as que deixam no cofre do banco, sim, contanto que seja num banco na Suíça. Então, de que adianta ter jóias? A moda virou um caos, a globalização é um fato e se você compra um vestido maravilhoso em Paris quando chega ao Brasil vê a copia- algumas até bem feitas- no alternativo, relativo.. o que chega a ser trágicomico! O luxo era exclusividade, o que hoje não existe mais. Viver uma vida de luxo é um perigo e só os poucos e recentemente ricos querem exibir sinais exteriores de riqueza. Os ricos de verdade são simplíssimos ( e aqui não falo somente de dinheiro). Conheço os que andam disfarçados pra não chamar atenção. Então Sebastião pra que ser rico? E você quer ser rico de que? E o que é o luxo nos dias de hoje? Difícil dizer. St. Tropez virou praia popular. Só é possível ir a Paris ou NY fora de estação, para ter o direito de andar nas ruas sem fazer parte de uma multidão e pra ver as obras de arte de um museu só tendo um amigo no poder, e ter o direito de alguns- só de alguns- uma vista privada, depois deles terem fechado para o publico. Como se emocionar diante da Vênus de Milo com um monte de gente em volta, barulhenta, comendo pipoca como se estivesse na porta de um estádio de futebol?
O verdadeiro luxo do século 21, é o espaço, o silencio, a privacidade, o amor, a gentileza, a sutileza, a lealdade, o brio, o perdão, a esperança, a vida vivida em função do coletivo!
Genteee! Acorda! Cade o habito sublime de ser cordial? Não ser leviano?!
Por isso muitos atravessam o mundo para chegar a uma praia deserta, seja onde for, no Ceará ou na Grécia, ou dentro do quartinho de oração, onde possam usufruir as melhores coisas da vida, poderem ouvir o som das ondas, ouvir o silencio de Deus que invade e se transforma em criatividade. Nesse lugar dá pra se dedicar ao verdadeiro luxo, que é ter o direito de respirar o ar puro, ver as estrelas do céu, dar um mergulho no mar e dormir sem ouvir o barulho de buzinas e motocicletas. Mas custa caro! Custa tudo!
Custa você plantar. Custa muita humilhação que a gente aguenta sem se queixar. Custa entregar o melhor, todos os dias, a todos!
Falando isso porque me vi completamente ilhada pela nossa mídia que deseja normatizar a experiência retirando a influencia e apagando o comportamento diário das pessoas que desejam o luxo que defendo; o direito sublime de ser. Na realidade não temos liberdade pra ser de qualquer maneira, porque somos escravos do que conhecemos hoje, e a nossa verdade é a bíblia.
Venho porque amo esse luxo; ser!
Seja luxuosa. Morra pra viver!
Bisou!
Deixá-las no cofre não resolve pois os ladrões agora entram em nossas casas sem pedir licença. Algumas guardam seus brilhantes no cofre, e existem também as que deixam no cofre do banco, sim, contanto que seja num banco na Suíça. Então, de que adianta ter jóias? A moda virou um caos, a globalização é um fato e se você compra um vestido maravilhoso em Paris quando chega ao Brasil vê a copia- algumas até bem feitas- no alternativo, relativo.. o que chega a ser trágicomico! O luxo era exclusividade, o que hoje não existe mais. Viver uma vida de luxo é um perigo e só os poucos e recentemente ricos querem exibir sinais exteriores de riqueza. Os ricos de verdade são simplíssimos ( e aqui não falo somente de dinheiro). Conheço os que andam disfarçados pra não chamar atenção. Então Sebastião pra que ser rico? E você quer ser rico de que? E o que é o luxo nos dias de hoje? Difícil dizer. St. Tropez virou praia popular. Só é possível ir a Paris ou NY fora de estação, para ter o direito de andar nas ruas sem fazer parte de uma multidão e pra ver as obras de arte de um museu só tendo um amigo no poder, e ter o direito de alguns- só de alguns- uma vista privada, depois deles terem fechado para o publico. Como se emocionar diante da Vênus de Milo com um monte de gente em volta, barulhenta, comendo pipoca como se estivesse na porta de um estádio de futebol?
O verdadeiro luxo do século 21, é o espaço, o silencio, a privacidade, o amor, a gentileza, a sutileza, a lealdade, o brio, o perdão, a esperança, a vida vivida em função do coletivo!
Genteee! Acorda! Cade o habito sublime de ser cordial? Não ser leviano?!
Por isso muitos atravessam o mundo para chegar a uma praia deserta, seja onde for, no Ceará ou na Grécia, ou dentro do quartinho de oração, onde possam usufruir as melhores coisas da vida, poderem ouvir o som das ondas, ouvir o silencio de Deus que invade e se transforma em criatividade. Nesse lugar dá pra se dedicar ao verdadeiro luxo, que é ter o direito de respirar o ar puro, ver as estrelas do céu, dar um mergulho no mar e dormir sem ouvir o barulho de buzinas e motocicletas. Mas custa caro! Custa tudo!
Custa você plantar. Custa muita humilhação que a gente aguenta sem se queixar. Custa entregar o melhor, todos os dias, a todos!
Falando isso porque me vi completamente ilhada pela nossa mídia que deseja normatizar a experiência retirando a influencia e apagando o comportamento diário das pessoas que desejam o luxo que defendo; o direito sublime de ser. Na realidade não temos liberdade pra ser de qualquer maneira, porque somos escravos do que conhecemos hoje, e a nossa verdade é a bíblia.
Venho porque amo esse luxo; ser!
Seja luxuosa. Morra pra viver!
Bisou!
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