1 de dez de 2012

Chuvas


E não era impressionante como um sentimento podia se transformar em
água,e ir pingando por uma rua toda feita de pedras? Eu pisava em
lágrimas, poeiras e pedras, sem me lembrar que as lágrimas também
evaporam e depois viram nuvens. As nuvens que, algum dia, desceriam
furiosas, castigando janelas e portas, enquanto eu tentasse salvar, no
colo do meu vestido, a mais bonita de minhas histórias.

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