17 de out de 2011

Vamos voltar

Para alguém ver a si mesmo, são necessários três coisas: olhos, espelho e luz. Se tiver espelho e for cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que coisa é a conversão senão entrar dentro em si e ver-se à luz de Jesus?

Para essa vista são necessários olhos, é necessária luz e é necessário espelho. O pregador contribui com o espelho que é a doutrina; Deus que é amor a graça, justiça e juizo contribui com a luz que expande e sustenta a visão; o homem contribui com os olhos, que é o conhecimento.

Porque faz pouco fruto a palavra de Deus no nosso tempo? Procede de um principio: da parte do pregador, ou da parte do ouvinte, ou da parte de Deus?

Ora sabemos que por parte de Deus não falta contribuição. Esta preposição é de fé definida nEle baseada em Sua palavra, onde temos segurança.
“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” João 19:30

Segue-se que ou é por falta do pregador ou por falta dos ouvintes. Um deita culpa no outro. Os ouvintes são maus e como são, a palavra é tão fecunda que faz muito fruto e é tão eficaz que nos maus ainda faz efeito. E por quê?

Ouvintes perspicazes e ouvintes de vontades endurecidas são os piores que há. Os ouvintes perspicazes são maus ouvintes, porque vêm só a ouvir sutilezas, a avaliar pensamentos e às vezes também a julgar tudo e todos.

Mas os de vontades endurecidas ainda são piores, porque um entendimento perspicaz pode-se ferir pelos mesmos fios, e vencer-se com uma outra perspicácia ainda maior; mas contra vontades endurecidas nenhuma coisa aproveita a perspicácia, antes estraga mais.

E com os ouvintes de entendimentos perspicazes e os ouvintes de vontades endurecidas é tanta a forca da palavra de Deus, e se ela até nos ouvintes triunfa, não pela vontade própria deles, mas de Deus, não é por culpa nem por indisposição dos ouvintes.

Supostas essas duas demonstrações segue-se por conseqüência clara, que fica por parte do pregador. E provo que assim é!

Sabeis, por que faz poucos frutos a palavra de Deus nos nossos tempos?

Por culpa dos pregadores!

Por culpa nossa; que não vivemos em tudo o que temos pregado. Que não temos ensinado tão somente o que a palavra ensina, mas em vez disso colocamos sobre ela, métodos, ou como eu tenho chamado, cores: eloqüência, missiologia, sociologia, psicologia, psicanálise, antropologia, geografia, economia, política... Temos deixado a luz, temos tentado mostrar um espelho fora do que a palavra é. Pregando um contexto fora do prumo da verdade. Deixamos de clamar por sermos guiados, revestidos e ensinados exclusivamente pelo Espírito Santo e estamos nos rendendo aos moldes e deixando o modelo, a fonte de água viva que é Jesus!

Eu quero voltar! Desejo tão somente que ao olharem para a minha vida, percebam que existe eficácia da palavra e que ela produz frutos  para a Gloria do nome dEle eternamente.

Vem você também?  

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