14 de mar de 2011

Sobre todas as coisas, a saudade!

Há muitas razões pelas quais gostei  da mais nova queridinha dos ultimos tempos para a musica; Pixie Lott (ooops!) esqueci de falar que vi alguma coisa dela, na atualização do facebook, e lá uma das musicas mais tocadas nos ultimos tempos na playlist do celular; "use somebody". Mas você deve esta se perguntando;
porque a Camila esta falando isso?
-É que bateu uma saudade...




Ufff! ;/



Parece uma eternidade desde que eu ouvi a última vez a Vó Rais me chamar de menina arisca.

Meu apelido numero sei la qual; Mi, Marta Rocha, Arisca, Doce...



A vida, então, era outra.



Eu tinha uma avó querida, a Raimunda Ribeiro de Castro e Verçosa, que a vida toda me chamou por todos os meus apelidos, junto com todos os nomes dos seus filhos, netas e no final me chamava; anda menina arisca é com voce que to falando! E eu ia feliz da vida porque ela me ensinou a fazer bolinho de chuva e usar saia evase que era bem mais chic do que a mini saia.



Eu não tinha brincos de princesa despencando da janela da cozinha. Nem minigardênias exalando um cheirinho danado de bom da janela do meu banheiro. Nem dama da noite na porta de casa para perfumar meu nariz com outro perfume a não ser esse que fica grudado no meu pensamento. (perfume doce é surreal ) Nem uma amiga que começou a trabalhar na Verde que Te Quero Verde e me trouxe rosas colombianas que mais parecem de veludo. (sim, eu virei uma apreciadora de flores nesse intervalo)
Nem minha irmã mais velha não tinha arrumado as malas para embarcar no amor que ela acha possível. Nem minha outra a rapa do tacho tinha ido ver a vida tão de lá.



Foi tanto tempo que eu até pensei que nem sabia mais escrever algo como só pra me lembrar dos outros tempos. Tantas perdas - aparentemente nem tantos ganhos – que eu torci o nariz para falar de qualquer coisa que nao fosse as revoluções inside.. (e daquela outra palavra que também começa com T e me causa calafrios). Porque menos e menos eu acredito em maria-vai-com-as-outras. Prefiro quem nade contra a corrente e seja incrivelmente servo do outro.



Eis que hoje eu sento para esperar minha mãe chegar do medico, e eu presa para o lado de fora do hall ouço vindo da academia as novidades musicais e encontro a musiquinha mais cantada em casa pela mamae, e bailada pela Vó Rais, a quem eu sempre recorro em busca de uma esperança para o tedio de uma mente sem lembranças.  Clica, pra ouvir; Isn't She Lovely na voz da Pixie Lott

 Minha Vó reina absoluta como modelo primeiro da mulher sofisticada e doce, que amou meu avo até o ultimo dia de vida, e morreu pouquissimo depois que ele se foi.
"O amor é a solução para o refinamento de uma alma selvagem." via Raimunda Verçosa, é claro.

É um sentimento esquisito (para os outros, imagino) enxergar que a vida se renova numa musiquinha simplista na minha tarde de segunda brava e tediosa feira..

Mas se há um sentido maior e um sentimento mais atávico para o meu gostar de musica ele é o cruzar de dedos que a vida pode melhorar e ficar mais bonita logo mais, por isso obrigada Juju! Curti meus momentos presa do lado de fora na chuva lembrando..

Sinto saudades e hoje no cultinho que pretendo com a mamae todas as segundas vamos cantar aquela que cantamos no dia que ela foi para o colo do nosso amado Pai Celestial;

Porque ele vive, posso crer no amanhã.

Porque ele vive, temor não há.

Mas eu bem sei, eu sei, que a minha vida.

Está nas mãos do meu Jesus que vivo está.



Dá um beijo na vovó de voces viu; a minha que me ensinou a cantar de hinos até  Stevie Wonder.
Isn't she Lovely? (Ela não é adoravel?)

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