4 de out de 2010

A tempestade ta chegado, ta chegando...

Hoje a angústia é grande. Ao contrário de antes, o ar está denso, quase pastoso. Respirar não é tão fácil e o corpo pesado. Desde quinta estou assim, achei que era preocupação com o todo dia, com o produzir pro blog, por não ser a mãe maravilha pro Lucas e isso de ficar ausente dele uns dias todo mes, a filha exemplar pros meus pais, e ainda por cima fazer tudo sozinha.
Olha que esses tempos ta uma coisa gritando aqui dentro que minha vida tá passando na minha frente. E ainda tem gente, no meio da gente usando tudo o que eu faço/fiz/falo/falei contra mim... Numas de ataque sutil sabe como?  Me bateu um medo por não estar conseguindo seguir o tanto quanto queria e tava me sentindo meio incompetente, meio burra. Mas, to dando o melhor de mim, os resultados foram muito bons até aqui, eu consigo ver mas, a sensação de alívio seguida por aquela maravilhosa euforia, frustrando as minhas expectativas, nunca apareceram. Sobrou um vazio. Bola murcha.
Saí para  conversar com a galera, não deu certo, cada grupinho foi para um canto e eu resolvi ir para casa (estava muito cansada). Fiquei fritando na cama até as sete da manhã. E... O que está acontecendo. Eu deveria estar ao menos aliviada!
Mas, na verdade, preocupação sobre as mil coisas que eu preciso apresentar bem, aqueles talentos todos pra multiplicar desfeitos, abriu espaço para a preocupação de verdade subir a superfície. O lá dentrinho de mim.
Ele tava alí o tempo todo, latejante mas, ignorado. Agora quer ser visto, quer gritar... só que não sabe mais como. É difícil encontrar a porta de saida depois de ter sido tão sufocada...
Sabe, não é justo. As vezes a vida faz umas coisas... Como seria bom ter uma máquina do tempo para poder voltar e apagar tudo aquilo que simplesmente não deveria ter acontecido. Teríamos um tribunal especial para fatalidades injustas, e quando julgássemos ser pelo bem geral, voltaríamos para cuidar do passado. As pessoas encarregadas de tais funções vestiriam longas capas brancas, teriam cabelos curtos. Seriam escolhidas através de uma delicada seleção - Quesitos: Integridade, Coragem, Entrega e Determinação.- E então pela primeira vez a maior invenção da humanidade, O tempo, Serviria para alguma coisa.

Associo dias leves com o sol, quando não tem sol não tem cor, nada é amarelo laranja do fim de tarde que eu amo. O maior romantismo... Fica tudo cinzina meio sujino, logo nunca dou valor pro nascer da tempestade ... que é tão bonito. E aponta a transformação lá dentrinho da natureza e cá dentrnho de mim.

Deveríamos viver o acaso, qual é a graça de conhecer tudo o que se vive?


Ai Jesus, sonda! Por favorzinho. Que eu não to mais conseguindo organizar.
O que será?!

Pra que serve tudo isso?

Um comentário:

Nathy disse...

Tinha que dizer: o ouro mais refinado e valioso surge de onde??Do fogo mais quente que possa haver!rs! ;)