1 de jan de 2010

Ôh anozinho de merlin

2009 foi um ano do nada. Do nada um telefonema muda tudo. Do nada a vida pega uns rumos malucos. Do nada você ve alguém fazendo coisas. Do nada você faz coisas.


Do nada um odio que repudia. Do nada.

Do nada?

Amargor e tudo...



Nunca vi ano mais inadequado, tanto erro e desacerto que parecia um filme, que ia repetindo, repetindo..

Mil arrependimetos, mil maneiras de se esconder, mil maneiras de não pedir desculpas e outras mil de pedir perdão.

...

Querido amigo,



é assim. Velas se apagam.

E o ano de 2009 se apagou.

Acendeu 2010 numa urgencia de viver novidade, liberdade, casa pra mudar e cachorro pra comprar.

É em 2010 pretendo morar numa casa que seja nosso lar; eu e o Lucas e um cachorro. Vai ser um delirio nos 3 dançando na sala mil lambadas loucas e as musiquinhas do filme da Disney.

Pra começar um ritmo que nos 2 amamos é do Mogli e do Balu;

[balu]

Eu uso o necessário

Somente o necessário

O extraordinário é demais

Eu digo necessário

Somente o necessário

Por isso é que essa vida eu vivo em paz

Assim é que eu vivo

E melhor não há

Eu só quero ter

O que a vida me dá

Milhões de abelhas vão fazer

Fazer o mel pra eu comer

E se por acaso eu olhar pro chão

Tem formigas em profusão

Então, prove uma

[mogli]

Você come formigas?

[balu]

Tranquilamente...

E você vai adorar a coceira que elas dão

[baguera]

Mogli, cuidado!

[balu]

E o necessário pra viver

Você terá

[mogli]

Mas quando?

[balu]

Você terá

Eu uso o necessário

Somente o necessário

O extraordinário é demais

Eu digo o necessário

Somente o necessário

Por isso é que essa vida eu vivo em paz

Vejam o pica-pau, pau

Que só pensa em picar

[mogli]

Ai!

[balu]

Ele vai se dar mau, mau

Pra se alimentar

Não pique a pera no pé

Pois pera picada no pé

Nunca presta, pois é

Não vai dar pé

Você vai dar mal

Não pique essa pera como um pica-pau

Você entendeu esse angu?

[mogli]

Claro que sim, balu

[baguera]

Ah! puxa vida!

Isso até parece conversa de louco!

[balu]

Vamos, baguera, entre no compasso

E o necessário pra viver você terá

[mogli]

Está pra mim!

[balu]

Você terá

Já que você está aí em cima

Quer coçar meu ombro esquerdo, hein, mogli

Não, não agora o direito

Isso mesmo

Assim, assim

Isso é uma beleza

Isso é muito bom

Eu agora preciso arranjar uma árvore

Porque isso merece uma grande esfregadela

[mogli]

Você é gozado, balu

[balu]

Assim...

É uma delícia

Só um pouquinho mais

Cantaremos, no café e no jantar quando ele da escola chegar.



Não é pelo gosto inevitável por sofrer, a tristeza tem seus goles mais doces, mas sinto que nesse ranger de ser-em-ser um eu-triste, um ritual de se ver sempre as mesmas faces nos segue.

Olhar para trás de tempos em tempos e se banhar na ilusão de que as cores de ontem eram mais certas, corroer as horas inúteis de cama e historias inférteis para chorar os livros não-lidos, as noites tão mesmas são feridas abertas na carne de quem perde os pais numa tarde qualquer e não alcança na mente momentos melhores do que os pouco-felizes.



Viver, para quem é como nós, de costas com alças para que se leve fácil, é nunca ter paz.



Vontades viradas em claro de horrores sonhados, bolsos cheios, noites completas e viagens de férias preenchem a alma e condenam a voz de um gosto pelo hoje que não mais tem se deixado cair nesta página. O ano de 2010 nasce e o belo eterno cumprimento do realizar-se é possivel insere na minha prosaica existencia a possibilidade de continuar alegre. Tomara Deus!



Por isso, quando for frio o bastante para não se crer em nada que não toque minhas mãos, e sonhar na escadaria dos lugares com queridos-amigos-que-morrem-um-dia já não condizer com meus planos certeiros de envelhecer com graça e romper com as garras das ilusões de garota, dobre-me ao meio e me guarde na caixa, amigo, pois me rendi à tolice de estar velha-madura e cansei de me ser. Ser triste é um saco.

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